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MS paga o maior salário para professor entre as redes estaduais de ensino

O maior salário para professor no Brasil é pago pelo Governo de Mato Grosso do Sul. A remuneração inicial na Rede Estadual de Ensino é de R$ 8.381,63 para professor graduado com carga de 40h/aula. Nessa mesma faixa, o professor com habilitação superior, sem nenhum adicional ou gratificação, pode atingir salário de R$ 12.237,18 na evolução da carreira e atingir vencimento de 17.132,05 no topo com a soma dos adicionais por tempo de serviço.

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6 de maio de 2022

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Edmir Conceição e Leonardo Rocha (Subcom) – colaborou Vinícius Espíndola (SED)

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O maior salário para professor no Brasil é pago pelo Governo de Mato Grosso do Sul. A remuneração inicial na Rede Estadual de Ensino é de R$ 8.381,63 para professor graduado com carga de 40h/aula. Nessa mesma faixa, o professor com habilitação superior, sem nenhum adicional ou gratificação, pode atingir salário de R$ 12.237,18 na evolução da carreira e atingir vencimento de 17.132,05 no topo com a soma dos adicionais por tempo de serviço.

De acordo com a Secretaria de Educação do Estado, contra os números não há argumento, Mato Grosso do Sul tem a melhor política de valorização salarial para os professores. A posição de liderança do Estado no ranking nacional de remuneração do professor foi confirmada pelo Instituto Península, em estudo comparativo encaminhado às secretarias Estaduais de Educação. O levantamento ainda será divulgado publicamente, mas os números correspondem à tabela salarial disponibilizada no site da Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems).

Na tabela salarial do magistério 40h/aula da Rede Estadual de Ensino já está incluído o aumento linear de 10% concedido pelo Governo do Estado. Ela traz o vencimento inicial e a remuneração com os adicionais agregados por tempo de serviço (evolução na carreira) para professores com habilitação Magistério, Superior, Pós-Graduação e Mestrado. O professor com Mestrado, em início de carreira e carga de 40h/aula, recebe salário de R$ 9.219,00, que dobra de valor ao final da carreira.

Para a secretária de Educação do Estado, Cecilia Motta, no conjunto da política de valorização dos trabalhadores em educação, o ajuste/atualização salarial no quadro de carreira de professor é a principal conquista da categoria. “Este salário é uma conquista dos professores, em que o Governo do Estado reconhece a importância e valoriza o servidor, sem desmerecer outros profissionais”, mas para resgatar e fortalecer a educação como atividade essencial, “é fundamental uma remuneração justa, digna”.

O que se espera agora, é uma resposta dos indicadores sociais diante do esforço coletivo, para que a valorização dos profissionais em Educação resulte em qualidade de ensino e o Estado possa alcançar índices satisfatórios de desenvolvimento. Mato Grosso do Sul avançou nas avaliações do IDEB, mas pode melhorar as taxas.  

Cecilia Motta considera fato notável o nível de remuneração ao professor em Mato Grosso do Sul e lembra que o Governo do Estado também tem priorizado investimentos na rede física. “O governador Reinaldo Azambuja busca resultados, daí a importância de estabelecermos uma meta capaz de assegurar ensino de qualidade e condições para o desenvolvimento dos processos de aprendizagem e formação técnica, para que nossas crianças e jovens sejam preparados para uma nova fase, da inovação tecnológica, pois esse é um processo que tem que ser seguido pari-passo, por ser um trabalho de formação e conquista de oportunidades. Não poderia haver começo melhor como a valorização salarial. Agora somos exemplo para os demais estados, com bons salários e planos de carreira. Houve um esforço para se chegar a este valor, porque o governador Reinaldo Azambuja tem o entendimento que a profissão é importante para o desenvolvimento do Estado e dos cidadãos”.

Evolução salarial

O salário dos professores efetivos com graduação (licenciatura plena) segue em evolução desde 2015, quando a remuneração inicial (40 horas) era de R$ 3.994,20. Depois subiu para R$ 5.007,54 em 2016, saltando para R$ 5.154,75 em 2017, chegando a R$ 6.079,17 (2018). Nos anos seguintes continuou subindo para R$ 6.445,47 (2019), R$7.446,26 (2020), depois 7.619,66 (2021) e neste ano R$ 8.381,63.

A secretária de Educação lembrou que em outubro tem novo reajuste e o salário vai chegar a R$ 10.318,00. “Desta forma, do que já está previsto para carga de 40h/aula, vamos chegar a 90% do piso salarial para 20h”.

 

Valorização dos Profissionais 

A professora Ana Andréa Dalloul, 46 anos, há 22 lecionando na Escola Lúcia Martins Coelho, reconhece que houve uma evolução salarial nos últimos anos. “Em comparação a outros estados, estamos à frente na valorização do professor”, diz, lembrando que o Estado avança também na estruturação da rede física, além da reformulação da grade curricular, ampliando as escolas de tempo integral. “Recomendo e sou a favor de ampliar (escola integral), já que o estudante tem acesso a 24 disciplinas, com preparação ao mercado de trabalho e até formação, incentivando o empreendedorismo”.

 

Gracielle Mendonça, 40 anos, há quatro como professora em escola da Rede Estadual de Ensino, não esconde a satisfação. “Sou de Pernambuco e posso dizer que aqui as condições de trabalho do professor são bem melhores, assim como estrutura e salário. Mato Grosso do Sul paga muito bem e o profissional é valorizado”.

Professores convocados

As melhorias salariais também chegaram aos professores convocados. Neste ano o governador Reinaldo Azambuja concedeu 34% de reajuste, com o salário podendo chegar a R$ 6 mil aos profissionais com mestrado/doutorado, em carga horária de 40 horas semanais. O impacto na folha foi de R$ 100 milhões ao ano.

“É muito importante o diálogo, que nunca cessou. Tivemos momentos difíceis, mas não deixamos de conversar. É uma valorização importante, merecida. Estamos dando reajuste enquanto 70% dos estados não conseguem pagar o piso”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja.

Além do aumento, os professores temporários passaram a ter contrato de trabalho de 12 meses, podendo ser prorrogado pelo mesmo período, assim como direito assegurado de férias, gratificação natalina e outros direitos garantidos. No período noturno há adicional de 10%.

Melhores condições

Além da valorização do profissional, o Governo do Estado também qualificou a infraestrutura e criou programas para melhorar o aprendizado. Foram R$ 350 milhões de investimento de 2015 a 2021 nas escolas estaduais e a expectativa é alocar mais R$ 150 milhões para intervenções na rede física até o fim do ano.

Já são 132 escolas em tempo integral, que atendem 32 mil estudantes em 54 cidades. A meta é que até o final do ano este modelo chegue a 60% das unidades da rede estadual. Foram 270 escolas reformadas, com mais de 660 intervenções, e seguem a construção de 12 novas escolas.

“O governador vai cumprir com o plano estadual de educação, colocando escolas em tempo integral, dispondo de reforma e ampliação, não apenas na estrutura, mas também no plano pedagógico. A meta é chegar em 60% das unidades. São conquistas que devem ser valorizadas”, diz a secretária Cecilia Motta.

Formação Continuada

Outra preocupação do Governo do Estado foi com a formação dos profissionais. Desde 2015, a Secretaria de Estado de Educação, por intermédio da Coordenadoria de Formação Continuada (CFOR), realizou mais de 300 cursos de formação, passando da marca de 70 mil participações de profissionais em cursos de 40h.

Neste período, o destaque ficou para as parcerias firmadas com entidades como o Instituto Ayrton Senna e também para o apoio oferecido aos profissionais da Educação de todas as redes, pensando no Regime de Colaboração, por meio da oferta de materiais e conteúdos como a plataforma Vivescer. Colocada em prática em parceria com o Instituto Península, ela foi voltada para os cuidados com a saúde mental dos nossos professores de Mato Grosso do Sul e disponibilizada de forma gratuita para todos os professores de MS.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS