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MS é um dos maiores corredores do contrabando no país, aponta estudo

Afirmação é de estudo do Idesf, lançado nesta quinta em Campo Grande. O trabalho mapeou as principais entradas de mercadorias ilegais no país.

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4 de março de 2016

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G1 MS

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Mato Grosso do Sul é um dos maiores corredores de entrada de produtos contrabandeados do país.Pelas fronteiras com o Paraguai e a Bolívia entram ilegalmente no estado: cigarros, bebidas, vestuário, eletrônicos, medicamentos, cosméticos, pneus, drogas e armas. Essas mercadorias abastecem os mercados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal.

Essa é uma das conclusões do estudo “Rotas do Crime – As encruzilhadas do Contrabando”, lançado nesta quinta-feira (3), em Campo Grande, pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf). O trabalho mapeou as principais entradas de mercadorias ilegais e o caminho percorrido por esse crime no país.

O presidente da entidade, Luciano Stremel Barros, apontou que no ano passado houve um aumento significativo de entrada e de rotas de contrabando em Mato Grosso do Sul, por conta da intensificação da ação policial contra esse crime no estado do Paraná.

“Essas mudanças comprovam que a dinâmica da indústria do contrabando é bastante adaptável, e se move mais rápido que o Poder Público, por isso, precisamos de ações ainda mais efetivas para combatê-las”, afirmou.

Stremel lembrou que apesar do contrabando financiar e estimular uma série de outros delitos, ele é antes de tudo um crime econômico, que ocorre porque o preço do produto fora do país é mais barato que no Brasil. Portanto, uma das primeiras medidas que ele sugere para combater esse crime é a redução da carga tributária para os produtos que são alvos da prática.

Ele lembrou que com o ingresso e distribuição destes produtos, que não pagam impostos, não geram empregos e ainda alimentam a criminalidade, o Brasil teve um prejuízo em 2015, somente com a evasão fiscal de R$ 115 bilhões, o que representou um crescimento de 15% em relação a 2014.

Outro aspecto destacado pelo presidente do Idesf foi o da necessidade de aumentar os efetivos dos órgãos de segurança. “O indicado é que o país tivesse um policial para cada 200 habitantes, mas nós temos 1 para cada 400. Com isso, temos uma carência de mais de 300 mil agentes, além de infraestrutura e veículos para que esses policiais possam fazer seu trabalho”, destaca.

Com essa falta de efetivo, ele apontou que as cidades que estão na rota do contrabando sofrem sérios problemas econômicos e sociais, como desemprego, violência, evasão escolar e baixa autoestima da população, o que dificulta o desenvolvimento destas municípios e seus habitantes.

Na publicação, o instituto cita o caso de alguns municípios do estado enquadrados como “cidades gêmeas”, por terem uma fronteira direta com uma outra cidade no país vizinho. O trabalho aponta que entre as “cidades gêmeas” do país, o município sul-mato-grossense de Coronel Sapucaia teve em 2013 o maior índice de homicídios, 95,84 por um grupo de 100 mil habitantes, e que Ponta Porã, Paranhos e Mundo Novo estavam na terceira, quarta e quinta posições dessa listagem, com índices de 48,96, 45,72 e 45,31, respectivamente.

Ainda como medidas para combater o contrabando, o presidente da entidade sugeriu o diálogo com os países vizinhos, ações conjuntas que envolvam o Poder Público, a sociedade civil organizada e a iniciativa privada e ainda iniciativas específicas e efetivas na área de fronteira.

O superintendente da Receita Federal da 1ª Região Fiscal, José Oleskovicz, destacou durante o evento, que com iniciativas com a do instituto que fez o estudo, a sociedade mostra que está se mobilizando e tomando consciência da gravidade do problema que o contrabando representa para o Brasil.

Ele lembrou que na medida do possível a Receita Federal está intensificando o combate ao contrabando e citou como exemplo desse esforço a aquisição de scanners móveis para a fiscalização das áreas de fronteira do estado, o que deve assegurar mais agilidade e eficiência no controle do ingresso de produtos ilegais no país. “Entre 2010 e 2014 houve um aumento de 35% nas operações contra o contrabando e de 40% nas apreensões, o que representou aproximadamente R$ 1 bilhão em produtos apreendidos por ano”, comentou .

Já José de Freitas Legas, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, destacou que a segurança das fronteiras é uma grande preocupação do governo federal, tanto que deve ser desenvolvido em Mato Grosso do Sul a partir ainda de março um novo tipo de operação que vem apresentado resultados muito positivos no Paraná.

Segundo ele, são operações integradas, que envolvem unidades como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força de Segurança Nacional, mas com efetivos menores, o que possibilita que tenham mais agilidade para fazer a fiscalização e possam ser prolongadas por um período maior e com menor custo. Essas ações, conforme ele, devem contar inicialmente com efetivo do estado e serem reforçadas por pequenos contingentes vindos de outras unidades da federação.

Por sua vez, o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) destacou que a questão da segurança nas fronteiras tem de ser discutida como uma política pública de estado e não de governo, de modo que fique livre de questões políticas e partidárias, e de modo a integrar os esforços da União, dos estados e dos municípios. “Em Mato Grosso do Sul aumentamos no ano passado em 25% os investimentos em segurança pública e contratamos mais 1.660 policiais. Mas sozinhos não vamos conseguir resolver os problemas da fronteira. O estado tem 1.517 quilômetros de fronteira. É uma extensão muito grande. Precisamos de apoio e parcerias”, ressaltou.

O governador apontou ainda que nos municípios de fronteira o investimento contra o contrabando também demanda a destinação de recursos para promover o desenvolvimento socioeconômico destas cidades, de modo que elas cresçam e a população tenham mais oportunidades de emprego e de geração de renda.

Rotas
O estudo apontou que a BR-163, que corta o estado longitudinalmente, é uma das grandes rotas do contrabando no estado e que geralmente em algum momento do transporte o produto que entrou ilegalmente deve cruzar a estrada. Além dela, citou como principais vias de escoamento dessas mercadorias para outros estados as BRs: 267,262,060,463,419 e 158.

O estudo indicou ainda que em Mato Grosso do Sul a faixa de fronteira seca do Brasil com o Paraguai, a chamada  “linha internacional&39; acaba favorecendo o fluxo do contrabando.  “Este trecho de aproximadamente 1.131 quilômetros de estrada de chão passa quase que em sua totalidade por propriedades rurais, sem nenhuma infraestrutura e policiamento em seu percurso, permitindo assim, que o contrabando atravesse livremente”, destaca um trecho da publicação.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS