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MS deve ter queda de casos de covid em julho se conseguir blindar variante indiana

Infectologista afirma que baixa cobertura vacinal não garante eficácia no controle da cepa indiana

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29 de junho de 2021

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Gabriel Maymone

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Nos últimos boletins da covid divulgados pela SES (Secretaria Estadual de Saúde) desde a semana passada é informada a queda no número de casos e óbitos em Mato Grosso do Sul. Conforme especialistas, o cenário deve ser de queda da doença no Estado. Porém, a variante Delta pode ser a 'pedra no sapato'.

Conforme o médico infectologista e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Júlio Croda, com o avanço da vacinação, podemos esperar uma queda acentuada no número de casos da covid no próximo mês, seguindo a tendência dos últimos dias de junho. "O cenário é de queda no número de casos, sim. Ainda mais com o avanço da vacinação", explica.

Entretanto, há a preocupação da variante Delta, que já teve os primeiros casos confirmados no Brasil e duas mortes, inclusive em uma moradora de Apucarana, no Paraná, que fica a 260 km da divisa com MS. A mutação identificada na Índia pode estar circulando por todo o país, inclusive em Mato Grosso do Sul. A variante Delta é, pelo menos, 2 vezes mais transmissível do que a P1 (Gama) e, consequentemente, mais letal.

"Se a variante [Delta] se tornar predominante [pode ter aumento de casos], pois não temos a cobertura vacinal alta, em torno de 70% a 90% [com as duas doses]. Somente com a cobertura de vacinados alta que vamos ter tranquilidade para enfrentar a nova variante", observou.

Infectologista Júlio Croda alerta para perigo em potencial da variante Delta em MS - Foto: Agência Brasil

Para o especialista, enquanto a variante P.1 continuar prevalescendo no Estado e a vacinação avançar no mesmo ritmo de junho, o próximo mês deverá ser mais tranquilo. 

Fim de junho e a covid

Na live de segunda-feira (28), o titular da SES-MS, Geraldo Resende, iniciou com as seguintes palavras: "Apesar da situação ser crítica, temos boas notícias".

No decorrer da apresentação dos números da doença no Estado, Resende anunciou o fechamento da semana epidemiológica 25 que teve a 2ª queda seguida no número de casos e óbitos. 

Entre os dias 20 e 6 de junho foram confirmados 9.673 novos casos da doença enquanto que duas semanas antes MS havia fechado a semana 23 com 13.086 registros. Em relação à mortes a situação é semelhante. Foram 278 óbitos no período frente a 329 registradas na semana anterior, por exemplo.

A perspectiva de queda se consolida com a taxa de contágio caindo e voltando ao patamar de 1, que é o limite de controle da doença, e com a queda nas internações. Na segunda-feira, havia 449 pessoas a menos hospitalizadas com covid nos hospitais de MS.

Variante Delta

Chamada de Delta, a variante B.1.617 teve origem na Índia e se proliferou na Europa. Na Inglaterra, estudos comprovaram que ela se tornou 60% mais contagiosa que a cepa britânica, a Alfa. Mas isso não significa que irá ocorrer o mesmo no Brasil. Depende de como vai se comportar diante da variante que mais circula e mais contamina no momento, a de Manaus, também chamada P.1.

Por exemplo, a variante Alfa é muito contagiosa, mas não ganhou espaço no Brasil, que tem a predominância da P.1.

Vai dominar o mundo?

No dia 18 de junho, a cientista-chefe da OMS (Organização Mundial da Saúde), Dra. Soumya Swaminathan, afirmou que a variante Delta "está a caminho de se tornar a variante globalmente dominante por causa de sua transmissibilidade significativamente aumentada". Até o momento, 80 países já registraram casos da cepa indiana.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS