quinta, 04 de junho, 2026
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Mato Grosso do Sul atingiu em 2024 o menor índice de desigualdade social dos últimos oito anos, conforme dados divulgados pelo IBGE na última quinta-feira (8). O Estado registrou índice de Gini de 0,455, o melhor resultado desde 2016, colocando MS entre os cinco estados com menor desigualdade do Brasil. A média nacional é de 0,506.
No mesmo dia da divulgação dos dados, o Governo do Estado iniciou a entrega dos cartões do programa Mais Social, que tem sido um dos pilares no combate à pobreza extrema. A iniciativa é parte da busca ativa, ação que leva equipes até as residências de famílias em vulnerabilidade social para garantir acesso ao benefício de R$ 450 mensais.
Alice Cano Ferreira, moradora do bairro Los Angeles, em Campo Grande, foi uma das primeiras a receber o cartão após ser localizada pela equipe da busca ativa. "Hoje entraram em contato para liberar o cartão. Vai me ajudar bastante. Já vou fazer minha comprinha para casa, para minha família. Estou muito feliz pelo meu benefício", disse.
Também beneficiada, Ana Cláudia Reis da Paixão Mourão, moradora do bairro Dom Antônio Barbosa, relatou surpresa e gratidão ao ser procurada em casa. “Me deram muita atenção. Fui selecionada e me procuraram. Não tenho salário nenhum e estou na fila do INSS. Esse benefício vai me ajudar muito”.
Desde 17 de março, mais de 2,1 mil visitas domiciliares já foram realizadas nos 79 municípios sul-mato-grossenses, como parte do esforço do Governo Estadual para erradicar a extrema pobreza ainda em 2025.
As equipes da busca ativa utilizam um mapeamento elaborado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), em parceria com a Segem/Segov, para localizar as famílias que ainda não têm acesso a programas sociais. Os profissionais atuam uniformizados com coletes azuis, crachás e tablets para realizar os pré-cadastros.
O Mais Social é um programa estruturante que promove segurança alimentar e garante condições básicas de vida por meio de políticas públicas interligadas, como acesso à educação, qualificação profissional, emprego e geração de renda.
Os cartões são entregues já com o crédito inicial de R$ 450, valor que pode ser usado para compra de alimentos, gás de cozinha e produtos de limpeza e higiene. A compra de bebidas alcoólicas e produtos à base de tabaco é proibida.
A secretária Patrícia Cozzolino, titular da Sead, reforçou a meta ambiciosa do Governo. “Estamos usando o georreferenciamento para encontrar as pessoas invisíveis ao poder público, sem acesso a nenhum programa social. Queremos que Mato Grosso do Sul seja o primeiro estado do País a erradicar a extrema pobreza ainda em 2025”, afirmou.
Já a superintendente do Mais Social, Andressa Farias, destacou a eficiência na entrega dos cartões. “Os novos beneficiários recebem o cartão já abastecido e só precisam desbloquear para fazer as compras do mês”, finalizou.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS