quinta, 04 de junho, 2026
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Um morador de Manduri (SP) resgatou um tamanduá-bandeira que foi atropelado e estava há três dias no acostamento de uma estrada deÁguas de Santa Bárbara (SP), município vizinho, no sábado (30). Segundo o motorista Jesus Agnaldo Sioruçi, o animal parecia estar morto, mas no momento em que o homem passava pelo local, ele se mexeu.
“Passava pela estrada por acaso, pois tinha ido até Águas de Santa Bárbara para ajudar um amigo que teve um problema mecânico com o caminhão. Na volta a Manduri encontramos o tamanduá caído no chão. Perguntei para ele sobre o animal e ele comentou que o bicho já estava morto e que há três dias estava ali. Mas bem no momento em que passávamos, o tamanduá se mexeu na tentativa de se levantar. Vendo isso pedi para que parasse o caminhão e resgatar o bicho. Foi muita sorte”, reflete.
O motorista explica que depois de pararem, chamaram os bombeiros de Avaré (SP) e a Polícia Militar de Iaras (SP). Durante o momento em que esperavam por alguém, providenciaram sombra e água para o tamanduá. “Para não mexer com o bicho, o que podia piorar a situação, quebrei alguns galhos de eucalipto e fiz uma cobertura para ele. Joguei um pouco de água nos lábios dele também, para tentar pelo menos refrescar."
O homem diz ter ficado feliz com a oportunidade de prestar socorro a um animal. “Fui até Águas de Santa Bárbara para ajudar um amigo e no fim da história acabei ajudando também a salvar uma vida. É muito gratificante, depois que voltei para casa e o tamanduá foi levado, me senti aliviado”, comenta.
O tamanduá, que tem 1,20 metro e pesa cerca de 30 quilos, foi encaminhado ao Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu (SP). Ele não corre risco de morte.
De acordo com a veterinária residente do Cempas, Stéphanie Rodrigues e Silva, o tamanduá está com uma fratura de pélvis e será avaliado se passará por cirurgia. “Ele chegou em estado crítico, desidratado e com a lesão na pélvis, região da bacia. O medicamos e o hidratamos, mas a partir de segunda-feira (1°) a equipe veterinária vai avaliar se ele pode passar por cirurgia. Não sei exatamente quantos dias um animal desse porte pode sobreviver naquelas condições, mas dá para dizer que não poderia ficar por muitos dias sem atendimento”, afirma.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS