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Motiva vence leilão da BR-163/MS sem precisar reduzir pedágio e gera polêmica sobre novo modelo

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23 de maio de 2025

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(Glenda Melo - Diário do Estado)

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Aviso de matéria que vai indignar muito nossos leitores do Diário do Estado, então senta que lá vem história, e a história é com o final que já esperávamos, final nada feliz para nós consumidores e usuários da BR1-63.
Em um movimento que marca uma nova etapa para a infraestrutura rodoviária do Centro-Oeste, a empresa Motiva, sucessora da CCR MSVia venceu ontem quinta-feira (22) o leilão de relicitação da BR-163, em Mato Grosso do Sul, sem precisar reduzir o valor da tarifa de pedágio. O certame, realizado na sede da B3, em São Paulo, foi o primeiro sob o novo modelo simplificado de leilão criado pelo governo federal.
A BR-163 é uma das rodovias mais estratégicas do país, atravessando o estado de norte a sul, com quase 850 km de extensão, e desempenha papel fundamental no escoamento da produção agropecuária da região. A concessão envolve uma série de responsabilidades que vão desde a manutenção do pavimento até a duplicação de trechos importantes para garantir segurança e fluidez ao trânsito pesado. Vamos entender como funcionou o leilão.
Vitória solitária: Motiva foi a única a apresentar proposta
O leilão surpreendeu pela ausência de concorrência: a Motiva foi a única empresa a apresentar proposta, garantindo automaticamente a manutenção do pedágio no valor atual, de R$ 7,52 a cada 100 km.
Para especialistas, a falta de outros interessados se explica pelos elevados custos e complexidade da operação. Quem desejasse disputar o leilão deveria assumir uma série de obrigações financeiras: quitar R$ 1,122 bilhão em dívidas herdadas da concessão anterior, apresentar uma carta de fiança de R$ 148,7 milhões e cobrir o capital social integral da Motiva, avaliado em mais de R$ 300 milhões.
Na prática, as exigências acabaram afastando eventuais concorrentes, consolidando a vitória solitária da empresa, que continuará operando a rodovia até 2054.
Novo modelo de relicitação: eficiência ou fragilidade?
Este foi o primeiro leilão realizado sob o novo modelo simplificado de relicitação, criado pelo Ministério dos Transportes em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Tribunal de Contas da União (TCU).
A proposta surgiu como uma resposta às dificuldades enfrentadas por diversas concessionárias que, como a CCR MSVia, pediram devolução amigável dos contratos após alegar inviabilidade econômica.
No caso da BR-163, a antiga concessionária solicitou a devolução em 2019, frustrada com as receitas obtidas frente aos investimentos necessários. Agora, com a relicitação, a Motiva garante a continuidade da operação, mas com um contrato redesenhado: são previstos R$ 13 bilhões em investimentos ao longo de 29 anos, sendo R$ 9,3 bilhões concentrados nos primeiros nove anos.
Segundo o Ministério dos Transportes, esse modelo evita a interrupção dos serviços e garante a retomada de obras essenciais. Críticos, porém, apontam que a ausência de disputa fragiliza o caráter competitivo do leilão, comprometendo potenciais benefícios aos usuários, como tarifas mais baixas.
Investimentos e promessas: duplicações, segurança e meio ambiente
O novo contrato prevê uma série de obras e melhorias:
• Duplicação de trechos estratégicos para aumentar a segurança e a capacidade da rodovia;
• Construção de faixas adicionais;
• Implantação de viadutos e passarelas;
• Melhorias ambientais e ações para mitigar impactos sobre fauna e flora;
• Ampliação de serviços de apoio aos usuários, como postos de atendimento e socorro médico e mecânico.
O governo federal estima que, com esses investimentos, será possível reduzir os índices de acidentes e tornar o transporte mais eficiente, sobretudo para o agronegócio, que depende da BR-163 para escoar sua produção até os portos do Sudeste e do Sul do país.
Pedágio mantido e lucro projetado: benefício ou ônus para o usuário?
A manutenção da tarifa em R$ 7,52 por 100 km gerou reações diversas. Por um lado, evita aumentos imediatos e oferece previsibilidade aos motoristas e transportadores. Por outro, especialistas avaliam que, sem concorrência, o pedágio poderia ter sido reduzido, gerando alívio financeiro aos usuários.
A projeção financeira da Motiva indica uma receita de aproximadamente R$ 11,8 bilhões em lucro líquido ao longo dos 29 anos de concessão, quase o dobro do montante que será investido na rodovia.
“Esse modelo reforça a atratividade para o setor privado, mas precisa ser acompanhado de fiscalização rigorosa para que os compromissos assumidos sejam efetivamente cumpridos”, afirma o economista especializado em infraestrutura, Carlos Magalhães.
O desafio da confiança: reconquistar motoristas e produtores
A BR-163/MS acumula anos de promessas não cumpridas. Desde a concessão original, em 2014, diversas obras de duplicação foram interrompidas por problemas financeiros e judiciais, aumentando a insegurança e a insatisfação dos usuários.
Agora, sob nova roupagem, a Motiva precisa reconquistar a confiança de motoristas, transportadoras e produtores rurais.
“Queremos ver obra, queremos ver segurança. É disso que precisamos”, cobra o caminhoneiro João Batista dos Santos, que há mais de 20 anos trafega pela rodovia transportando grãos entre Mato Grosso do Sul e o Porto de Santos.
O Ministério dos Transportes assegura que haverá acompanhamento rigoroso do cronograma de investimentos e promete penalidades severas caso a concessionária descumpra os compromissos estabelecidos.
Futuro da BR-163: eficiência logística e desenvolvimento regional
Com a nova concessão, espera-se que a BR-163 se consolide como um dos principais corredores logísticos do país, contribuindo para o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul e reduzindo o custo do transporte.
Resta saber se o modelo simplificado de leilão, agora testado pela primeira vez, será um exemplo a ser replicado ou um alerta sobre os limites da desburocratização em setores estratégicos.
O tempo e o asfalto dirão.
É queridos, engolimos mais um sapo e esse foi um cururu, e quem paga o pato somos nós, consumidores e usuários. (Glenda Melo - Diário do Estado)

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS