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Mortes por raios em MS são preocupantes, alerta INPE

De acordo com o estudo, cerca de 50 milhões de raios caem em solo brasileiro todos os anos

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29 de outubro de 2014

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Um levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelou que nos últimos 13 anos foram registrados 105 casos de morte de pessoas atingidas por raios em todo o Mato Grosso do Sul. Com tantos casos, as chuvas freqüentes deixam a região em alerta máximo, de acordo com a avaliação dos especialistas. O levantamento comprovou que MS é o 5° Estado da federação com maior índice de mortes provocadas por descargas elétricas no país.
De acordo com o estudo, cerca de 50 milhões de raios caem em solo brasileiro todos os anos. O levantamento apontou que 43% dos casos ocorreram justamente no verão. No MS, Campo Grande é o município com maior registro de mortes provocadas por descargas elétricas, são pelo menos oito a cada ano.
De acordo com o INPE, no biênio 2007/2008 caíram em Coxim 5,28 raios por quilômetro quadrado. Durante esta última avaliação o município era 14º de Mato Grosso do Sul em incidência de raios. Até então Coxim ocupava o 65º lugar no ranking estadual no biênio anterior, saltando 51 posições. Segundo dados extra-oficiais, a última pesquisa do INPE revelou que Coxim ainda se mantém na mesma posição.
Segundo o doutor em geofísica espacial, Moacir Lacerda, os raios ocorrem por causa das descargas elétricas que conectam as nuvens de tempestade na atmosfera e solo. De acordo com Lacerda, com intensidade de 30 mil ampéres, o que equivale a 60 mil lâmpadas acesas. De acordo com o geofísico, as chances de uma pessoa sobreviver, caso seja atingida por uma descarga elétrica, são mínimas e é importante tomar alguns cuidados básicos.
Para o especialista, é necessário abaixar o máximo que puder e evitar tudo que tenha elevação. De acordo com Lacerda a pessoa não deve ser deitar porque as correntes elétricas também passam pelo chão. Ele explicou que a posição de cócoras é a melhor porque diminui as chances de a descarga elétrica percorrer o corpo inteiro.
Lacerda alertou ainda para a importância de observar as previsões meteorológicas e evitar se expor aos riscos. Conforme o geofísico, em casos de chuvas acompanhadas por trovoadas, é indicado suspender atividades em campos abertos. Para o geofísico, o local mais seguro é dentro das casas onde há cobertura.
Lacerda destacou ainda que os índices de os índices de raios são mais freqüentes em campos abertos e que os pára-raios não garantem 100 % de proteção. Para o estudioso ao pára-raios oferecem um caminho mais seguro para a descarga elétrica, no entanto, não eliminam os riscos porque depende muito da altura em que foram instalados e de outros fatores.
A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) desenvolveu um sistema que consegue avaliar o risco de raios até 15 minutos antes de ocorrer uma descarga elétrica. Para desenvolver o sistema foram investidos R$ 500 mil e três anos de intensos estudos.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS