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Morte de segurança de 78 anos teve relação com o frio? Médica explica riscos para idosos

Mais sensíveis a doenças respiratórias e variações bruscas de temperatura, idosos exigem atenção redobrada em dias frios

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26 de junho de 2025

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Midiamax

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Do dia para a noite, Campo Grande registrou uma queda brusca de temperatura e sensação térmica de -6°C. Com a chegada do inverno, crescem as preocupações em relação aos efeitos do frio, especialmente sobre a população mais vulnerável, como os idosos, mais sensíveis a doenças respiratórias e variações bruscas do clima.

No mesmo dia, um idoso de 78 anos, que trabalhava como segurança em uma obra no bairro Jardim Seminário, morreu após um mal súbito durante o expediente. Conforme uma testemunha, ele estava agasalhado e usava cobertores, mas não há confirmação se permaneceu dentro do carro durante toda a madrugada.

“Ele infartou e morreu em decorrência do frio. O frio mata. O corpo trabalhou muito para manter-se aquecido. Ele chegou a ser atendido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Pouco antes, havia ligado para o patrão dizendo que estava passando mal. Eu ajudei nas manobras de RCP (Reanimação Cardiopulmonar), me identifiquei, ofereci ajuda, mas, após um tempo, a médica confirmou o óbito”, relatou um bombeiro militar que presenciou a cena.

Frio aumenta riscos a idosos

Médica pneumologista, Amanda Almirão Alves explica que o frio intenso pode agravar condições crônicas, principalmente em idosos com histórico de doenças cardiovasculares, pulmonares, renais, vasculares ou neurológicas.

“Durante o frio, a pressão arterial pode aumentar, elevando o risco de infarto e AVC. Também há maior probabilidade de descompensação de doenças pulmonares como asma e DPOC [Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica]. Além disso, o aumento das síndromes gripais pode levar a complicações como sinusite e pneumonia”, alerta a médica.

No caso do segurança, embora a causa da morte ainda dependa de confirmação por necropsia, Amanda esclarece que, mesmo bem agasalhado, idosos são mais afetados pelo frio devido à menor massa muscular e gordura corporal, características comuns em pessoas a partir de 60 anos.

“Com o envelhecimento, os mecanismos de regulação da temperatura corporal se tornam menos eficientes”, explica.

Segundo familiares, na noite anterior à morte, o idoso — que era hipertenso — reclamou de dores no estômago e no peito, mas preferiu esperar por uma consulta médica de rotina.

Por isso, a médica ressalta a importância de estar atento a sinais de alerta como dor no peito, falta de ar, dor de cabeça, confusão mental, fraqueza, mal-estar generalizado, redução da mobilidade e dores no corpo.

Entre os riscos mais graves associados ao frio intenso está a hipotermia. Conforme o Ministério da Saúde, essa condição ocorre quando a temperatura corporal cai abaixo de 35°C e pode ser fatal, especialmente em situações de exposição prolongada ao vento e à umidade. Os principais sintomas incluem tremores intensos, palidez e extremidades frias.

Recomendações para enfrentar o frio

A Defesa Civil orienta sobre cuidados básicos, mas fundamentais, para evitar complicações durante os dias mais frios:

-Hidratação: beba bastante água, mesmo sem sentir sede. Evite álcool, que favorece a perda de calor corporal.

-Agasalhos em camadas: use roupas adequadas, como casacos, gorros, luvas e meias de lã.

-Cuidados com aquecedores: utilize aparelhos em bom estado e garanta ventilação para evitar intoxicação por monóxido de carbono.

-Atividade física leve: mantenha o corpo ativo, mesmo dentro de casa.

-Evite sair sem necessidade: limite a exposição ao frio, sobretudo entre os mais frágeis.

-Proteja a pele: use hidratantes para evitar o ressecamento e as rachaduras.

Doenças respiratórias e vacinação

O frio também agrava quadros de doenças respiratórias como gripe, bronquite e asma, além de tornar os ambientes fechados mais propícios à contaminação. Por isso, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) reforça a importância da vacinação contra a influenza, especialmente entre os grupos de risco. Em Campo Grande, a vacina já está disponível para toda a população.

“Estamos reforçando ações para que a vacina chegue até onde as pessoas estão. A prioridade é proteger os mais vulneráveis”, afirma o gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes.

Os idosos representam o grupo mais vulnerável: conforme a SES, 48,7% das internações ocorreram nessa faixa etária, e 79,4% dos casos evoluíram para óbito. Crianças de 1 a 9 anos também foram bastante afetadas, concentrando 26,8% das internações por SRAG (síndrome respiratória aguda grave).

Outras orientações para evitar infecções incluem:

-Lavar as mãos com frequência;

-Evitar locais fechados e malventilados;

-Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;

-Manter alimentação saudável e praticar exercícios;

-Evitar o fumo.

Em caso de sintomas como febre alta, tosse com secreção, falta de ar ou dor no peito, é essencial procurar atendimento médico imediatamente.

Midiamax

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS