quinta, 04 de junho, 2026
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Pesquisa mostra que as taxas de mortalidade por covid-19 nas capitais da Região Norte em 2020 foram maiores do que mostram as taxas brutas. Manaus lidera a posição com a maior taxa de mortalidade ajustada por idade, chegando a 412,5 mortes por 100 mil habitantes. A cidade enfrentou o colapso no sistema de saúde, com falta de oxigênio para tratamento dos pacientes infectados pela covid-19, no início deste ano.
Os resultados são de estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), publicado na revista Cadernos de Saúde Pública nesta quarta-feira (7), que analisou o período de março de 2020 a 30 de janeiro de 2021.
A taxa bruta corresponde ao número total de óbitos por 100 mil habitantes, que é influenciada pela estrutura etária de cada população. Altas taxas de mortalidade podem refletir uma elevada proporção de pessoas idosas na população total, como é o caso do Sudeste.
O método utilizado no estudo é a taxa de mortalidade padronizada por idade, com intervalos de dez em dez anos, de modo a eliminar os efeitos da diversidade da estrutura etária nas populações e conseguir fazer um retrato mais fiel da mortalidade por covid-19 em populações diferentes. Para o cálculo das taxas padronizadas por idade, utilizou-se a estrutura etária da população brasileira estimada para 2020.
Apesar de as taxas brutas mostrarem que Manaus e o Rio de Janeiro têm mortalidade similar, com 253,6 por 100 mil e 253,2 por 100 mil, respectivamente, a análise revelou maior vulnerabilidade e risco de morte por covid-19 na capital amazonense. Na capital fluminense, fazendo o ajuste por faixas etárias, a mortalidade caiu para 195,74 por 100 mil.
“[A pesquisa] revelou que o peso da mortalidade por covid-19 foi muito maior na Região Norte. Realmente aquilo que a gente viu, aquela explosão [de mortes] que a gente viu em Manaus mostrou que, comparativamente, lá o peso da mortalidade foi muito mais alto do que no Rio [de Janeiro] e em São Paulo. Embora Rio e São Paulo também tenham mortalidade muito expressiva”, disse a pesquisadora da Uerj, Gulnar Azevedo e Silva, uma das autoras do estudo.
Outro dado que revela o maior risco de mortes pela doença na capital amazonense é que, apesar de a doença ter desfechos mais graves em idosos, a proporção de óbitos por covid-19 em menores de 60 anos em Manaus foi de 33%, enquanto no Rio de Janeiro e em São Paulo foi de 22%.
O estudo concluiu que “a mortalidade precoce em Manaus foi substancialmente maior do que em outras capitais como São Paulo e o Rio de Janeiro”. Nas faixas etárias de 70-79-80 anos ou mais, as taxas de Manaus dobram se comparadas às do Rio de Janeiro e triplicam em relação às de São Paulo. capital paulista, a taxa bruta foi de 140,74 mortes por 100 mil, enquanto a taxa padronizada por idade foi de 125,35 por 100 mil.
“Em primeiro lugar, se a gente está falando de morte, a gente está falando de assistência. São pessoas que ficaram infectadas, evoluíram mal e infelizmente algumas foram mal assistidas, então fila de espera aumenta o risco, não ter condições adequadas de atendimento aumenta muito o risco. O que nós vimos em Manaus? Faltou oxigênio”, disse Gulnar, explicando que más condições assistenciais aumentam o risco de morte pela doença.
Ela ressaltou a importância da contenção do número de infectados diante de um possível colapso do sistema de saúde. “Se você tem um sistema de saúde que não dá conta, as pessoas vão morrer por falta de assistência ou por uma assistência inadequada naquele momento.”
Depois de Manaus, as maiores taxas de mortalidade foram observadas nas cidades de Porto Velho e Boa Vista, que passaram de 172,98 para 304,75 mortes por 100 mil habitantes (aumento de 76%) e de 124,39 para 246,44 por 100 mil (aumento de 98%), com o ajuste por idade.
Todas as capitais do Norte registraram aumento quando tiveram suas taxas de mortalidade ajustadas por idade da população. No sentido contrário, todas as capitais das regiões Sul e Sudeste tiveram as taxas padronizadas por idade menores do que as taxas brutas.
Na Região Nordeste, houve aumento nas taxas padronizadas por idade em Teresina, São Luís, Fortaleza, Maceió e Aracaju. No Recife, foi constatada queda, e no restante não houve diferença significativa entre as taxas. No Centro-oeste, houve aumento em Brasília, Cuiabá e Goiânia.
Para os pesquisadores, além da estrutura etária, outros fatores podem ser decisivos para aumentar o risco de morte, independentemente da idade. “A ausência de políticas preventivas adequadas e a baixa capacidade de resolutividade da rede assistencial expõem um contexto de grande desigualdade socioeconômica e iniquidade de acesso aos serviços de saúde” diz a pesquisa.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS