quinta, 04 de junho, 2026
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O jornalista, locutor e apresentador Cid Moreira morreu nesta quinta-feira (3), aos 97 anos, completados no domingo (29). Uma das vozes mais reconhecidas da televisão brasileira, ele estava internado em hospital em Petrópolis, no Rio de Janeiro, para tratar de uma pneumonia.
O apresentador capitaneou o Jornal Nacional cerca de 8 mil vezes, por 26 anos desde o dia da estreia do telejornal da Rede Globo, em setembro de 1969. O programa foi o primeiro telejornal transmitido em rede nacional no Brasil.
Conhecidos como um dos mais famosos e queridos jornalistas do Brasil, Cid Moreira iniciou sua carreira como locutor em Taubaté, sua cidade natal. Em 1949, mudou-se para São Paulo e passou a trabalhar na Rádio Bandeirantes. Pouco tempo depois, foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga e se mudou para o Rio de Janeiro, em 1951.
Um dos pioneiros do jornalismo televisivo no Brasil, Moreira sempre se recordava de que, em uma época de ouro do rádio, ninguém acreditava muito no futuro da TV. Mesmo assim, o jornalista passou a apresentar comerciais ao vivo na TV Rio e, em 1963, tornou-se locutor de noticiários na emissora no “Jornal da Vanguarda”. No currículo do apresentador e locutor consta toda a trajetória do programa por quatro emissoras: Tupi, Globo, Excelsior e Continental.
“Boa noite”O retorno à TV Globo se deu em 1969, em primeiro momento no Jornal da Globo. O programa, na época, tinha 15 minutos de duração e trazia um panorama de notícias do Brasil e do mundo às 19h45. Poucos meses depois, integrou a primeira equipe do Jornal Nacional.
“Eu chegava no horário de fazer o jornal, não participava da redação. Eu só ia para apresentar o jornal. Naquele dia, cheguei e vi aquele nervosismo, todo mundo preocupado. E, para mim, era normal. Mas no dia seguinte, vi na capa do jornal O Globo: ‘Jornal Nacional…’ Aí comecei a perceber a dimensão”, relembrou Cid Moreira, em entrevista ao Memória Globo.
O apresentador tornou-se famoso pelo “boa noite” na bancada e, mesmo após a substituição por William Bonner e Lillian Witte Fibe, seguiu na leitura de editoriais. A partir de 1996, passou a trabalhar em locuções de reportagens especiais no ‘Fantástico’, programa em que participou também desde a estreia.
O famoso “boa noite” tornou-se título de sua biografia, escrita por sua mulher, Fatima Sampaio Moreira. O livro “Boa noite – Cid Moreira, a Grande Voz da Comunicação do Brasil”, reúne depoimentos de jornalistas, amigos e parentes. Um de seus últimos trabalhos na Rede Globo foi em 2010, com a gravação das vinhetas da Copa do Mundo da África do Sul. Seu “jabulaaaaani” marcou as transmissões da emissora.
Muito ativo nas redes sociais, a última postagem de Cid Moreira foi uma promessa ao humorista Tom Cavalcanti. Moreira prometeu que gravaria a abertura do show de Cavalcanti quando o amigo quisesse. “Uma honra!”, disse Moreira, na legenda publicada um dia antes de sua morte.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS