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Morre Enir Terena, a primeira cacique mulher de MS

Enir passou mal nesta segunda-feira e foi internada na Santa Casa, onde morreu às 14h30 desta terça-feira.

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22 de junho de 2016

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Midia Max

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Morreu na tarde de terça-feira (21) a índia Enir Bezerra da Silva, 61, também conhecida como Enir Terena. Ela foi fundadora da aldeia urbana Marçal de Souza e a primeira cacique mulher de Mato Grosso do Sul, eleita por voto direto por membros da aldeia, que fica no bairro Tiradentes, em Campo Grande. Enir permanecia no cargo até hoje, por escolha da comunidade.

Enir, que era cardiopata e tinha diabetes, passou mal em sua residência na noite da última segunda-feira (21) e foi internada na Santa Casa. Ela faleceu por volta das 14h desta terça-feira. De acordo com o filho de Enir, Mauro Sérgio Forasteiro, ela já havia sido internada e esteve em observação na última sexta-feira no CRS Tiradentes.

"Como a pressão dela estabilizou, ela voltou para casa. O problema é que ela precisava de uma hemodiálise, mas a pressão estava muito baixa para isso", afirmou Mauro. No início do ano, Enir realizou cirurgia para implantação de um marca-passo e apresentou melhoras. Porém, de acordo com o filho, começou a ter pioras nas últimas semanas.

20 anos de lutas

Enir nasceu no dia 8 e março de 1955, na Aldeia Limão Verde, no município de Aquidauana e mesmo com 61 anos e os problemas de saúde, permanecia ativa na comunidade que fundou. Ela deixou 7 filhos, sendo cinco homens e duas mulheres, com quem morava, e 12 netos. Durante a gestão do então prefeito André Puccinelli, Enir iniciou a articulação para a criação da aldeia urbana Marçal de Souza, a primeira do Brasil em território urbano, inaugurada em 1995. Trabalhou junto a Puccinelli como coordenadora de assuntos indígenas tanto no município como no governo do Estado. 

Em 2015, foi homenageada na 17ª edição da Feira Cultural Indígena, que teve como tema. "Enir Índia: A história de suas lutas e conquistas. Na mesma ocasião, ela também reafirmou a luta pelos direitos dos indígenas e confirmou que continuaria militante. “Caminhamos juntos e fizemos nossa história. Fizemos grandes conquistas, como a construção da Escola Sulivan e a Construção do Memorial Indígena. Cabe a nós preservar e zelar por tudo que temos”, comentou. No mesmo dia, ela também foi homenageada pela Empresa Brasileira de Correios de MS com um selo comemorativo em homenagem ao Dia do Índio.

O velório de Enir ainda não tem horário definido, mas deverá acontecer, segundo Mauro, na Escola da Aldeia Urbana Marçal de Souza. "Gostaríamos que fosse na própria comunidade que ela tanto defendeu, mas não tem nada certo ainda", destacou.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS