quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
“É o progresso que chegou aqui!”. Essa afirmação é unanime na pequena agrovila Cidade Verde, do distrito de Capão Seco – em Sidrolândia. A vila fica no centro da MS-258, que liga a BR-060 a BR-163. A primeira etapa da pavimentação da rodovia, que corresponde a 28 km, já foram concluídos há três anos e o Governo do Estado investe R$ 27,9 milhões na segunda etapa, para chegar até o distrito de Anhanduí.
Cláudio Borracheiro, fundador da agrovila Cidade Verde
O vilarejo existe desde 1950. Em 2015, foi organizado e ganhou o nome de Cidade Verde, conforme conta o fundador Cláudio Moreira, o “Claudio Borracheiro”, de 54 anos. “Quando começamos aqui, eu fui um dos primeiros moradores, montei minha borracharia, e a gente foi organizando e é o que está hoje aqui”, afirmou. Com energia elétrica, água, posto de saúde e com muitos projetos, a pavimentação era esperada pelos moradores há muitos anos. “A gente já esperava há um tempo [a pavimentação] e agora com essa obra que iniciou, a tendência é só melhorar”, afirmou.
Localizada em um importante polo agrícola, a rodovia forma um corredor integrando as duas rodovias federais e, quando estiver pavimentada, reduzirá em aproximadamente 100 km, a viagem de quem escoa pela região. “Vai ajudar muito o transporte da lavoura, diminuindo a volta que os caminhoneiros precisam dar atualmente”, completou Claudio. Com o progresso chegando, a agrovila atrai novos investimentos. É o caso do Roberto da Silva, 43 anos, que abriu uma borracharia no entroncamento da MS-258 com a MS-455, onde está sendo construída uma rotatória.

Movimento na borracharia do Roberto aumentou com a primeira parte da pavimentação
Segundo Roberto, desde a pavimentação da primeira parte da rodovia, o movimento aumentou consideravelmente e a tendência é crescer ainda mais com a conclusão da segunda etapa. “Só com esse pedaço pronto já passa muita gente por aqui, quando estiver concluído tudo então”, pontuou. Ele mora com a família na vila e garante o sustento com o que ganha na seu estabelecimento.
A doméstica, Nair Pereira de Souza, 43 anos, reside em Campo Grande, mas vai ao distrito com frequência para visitar o pai que mora lá. Ela relembra o transtorno que era visitar o pai e ter que passar pela estrada não pavimentada. “Quando não tinha asfalto aqui, só Jesus na causa, mas agora melhorou bastante”, disse.

Pedro Medeiros mora há 18 anos na região
Pecuarista, Pedro Medeiros, de 55 anos, mora há 18 anos no assentamento Jiboia. A rodovia passa em frente a sua propriedade rural, onde as equipes da empreiteira responsável realizam o serviço de terraplanagem. Ver a obra em andamento é presenciar o progresso chegando à região onde Pedro conhece bem as necessidades.
“Essa pedreira a vida inteira não tinha carro que aguentava”, relembra sobre as diversas vezes em que o carro estragou por causa das condições da estrada. Ele conta ainda que já chegou a ficar no caminho, a noite, quando precisou sair com urgência para buscar atendimento médico. “O benefício do asfalto é muito grande. A região valorizou bastante já, agora sempre tem gente querendo comprar lotes”, emendou.
O investimento – 40 trabalhadores e, em torno de 35 máquinas, dão o ritmo acelerado à obra. Segundo o engenheiro responsável, Gustavo Rodrigues Sanchez, 20% da terraplanagem já foi executada em três meses de trabalho intenso. "Estamos tentando adiantar o serviço por conta do período de chuvas", afirmou.
A segunda fase da pavimentação da MS-258 corresponde a 21,817 quilômetros de rodovia. Desses, aproximadamente 5 km passaram por intervenções e a expectativa é de que, até o final deste ano, 4 km já estejam pavimentados. A previsão é de que a obra seja concluída até dezembro de 2022.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS