quinta, 04 de junho, 2026
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Em Mato Grosso do Sul, 12 municípios foram selecionados para participar do projeto-piloto do Ministério da Saúde, que usa armadilhas ovitrampas para monitorar a infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chichikungunya.
A técnica simula vasos de planta para atrair os insetos. A ideia é fazer com que os mosquitos fêmeas depositem os ovos no pote e torne a análise das equipes de saúde mais eficiente.
Os municípios escolhidos foram Três Lagoas, São Gabriel do Oeste, Naviraí, Aral Moreira, Amambai, Deodápolis, Maracaju, Caarapó, Ponta Porã, Aquidauana, Coxim e Laguna Carapã. O método não é novidade, mas a abrangência sim.
De acordo com o Ministério, o objetivo é que as cidades consigam executar ações para eliminar todas as possibilidades de proliferação vetorial nas áreas trabalhadas. O estudo denominado “Projeto de Vigilância Entomológica com Armadilhas de Oviposição (Ovitrampas)” também disponibiliza um sistema on-line para inserção dos dados das capturas, o que possibilita a criação de mapas de calor e híbrido, que apontam a situação epidemiológica dos municípios.
O estado foi selecionado por estar entre as regiões com maior incidência de dengue e maior número de óbitos no País. Nesta terça-feira (10), Mato Grosso do Sul registrou mais três mortes pela doença, nos municípios de Juti, Mundo Novo e Dourados, ao todo, são 22 óbitos no Estado. Os dados são do último boletim epidemiológico da SES (Secretaria Estadual de Saúde).
Prática - Na semana passada, a equipe da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), do município de Três Lagoas, participou de uma capacitação na cidade de Ponta Porã, juntamente com os profissionais de saúde das 12 cidades selecionadas, para a apresentação e treinamento da implantação da nova ferramenta.
A prefeitura irá instalar as ovitrampas em todos os bairros da cidade, a cada 300 metros, o equipamento permanecerá por sete dias em cada local e será enviado posteriormente ao laboratório de Entomologia para contagem dos ovos.
Técnica - O método ovitrampas utiliza um recipiente plástico preto, parecido com um vaso de flor, preenchido com água, onde é diluída uma substância que atrai a fêmea do mosquito, para realizar a postura de ovos.
Nesse vaso, é inserida uma palheta de madeira que facilita o depósito deles no pote. Ao fazer a postura dos ovos na palheta, os agentes de saúde as recolhem periodicamente e leva a amostra para o laboratório.
Georgia Medeiros, coordenadora da Entomologia da SMS, explica que Três Lagoas já realizava um trabalho semelhante.
“Atualmente, nós temos 26 bueiros monitorados com as armadilhas em Três Lagoas e, após o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), são escolhidas as áreas que deram negativo para implantação, entretanto, com o projeto, vamos conseguir monitorar a cidade inteira e ter melhores resultados”, informou a coordenadora.
Dengue - De acordo com a última cartilha, que retrata o cenário epidemiológico no país, feita pelo Ministério da Saúde, a região Centro-Oeste está na lista de “Maior incidência e maior número de óbitos". Em Mato Grosso do Sul, são 500 casos por 100 mil habitantes. Os dados são do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).
No Estado, são 39.471 casos em análise, 21.161 casos confirmados e 16 óbitos em investigação, o que indica que o número de mortes pelo vírus pode ser superior ao número confirmado.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal