quarta, 03 de junho, 2026
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As chuvas na zona do milho segunda safra alcançaram, no máximo, três milímetros na maior parte da região formada pelos estados do Centro-Oeste e Paraná, no acumulado dos últimos 10 dias. O volume está mais de 80% abaixo da média para o período e pode limitar o potencial produtivo, conforme avaliação da EarthDaily Agro, empresa que monitora áreas agrícolas a partir de análises de imagens de satélite. O plantio precoce realizado na temporada atual irá diminuir – porém não anular – os impactos da seca e do calor do mês de maio.
Para o próximo período de 10 dias, a precipitação se manterá muito abaixo da média para a zona da segunda safra, aponta o modelo europeu ECMWF. Já o modelo americano GFS indica chuvas acima da média para o Paraná e parte de São Paulo, o que é positivo para a recuperação da umidade do solo.
Durante o mês de abril, as temperaturas permaneceram próximas ou acima da média na maior parte do país e o calor ganhou força no últimos 10 dias, em especial no Centro-Sul, que registrou de 3°C a 7°C acima da média, com potencial para perda de produtividade das lavouras de milho segunda safra, explica Felippe Reis, analista de safra da EarthDaily Agro. O forte calor deve continuar, com temperaturas 5°C a 7°C acima da média nos próximos 10 dias, principalmente em Mato Grosso do Sul e Paraná, colaborando para uma queda ainda mais acentuada da umidade do solo.
Andamento do plantio do milhoNa data de de 3 de maio, a área plantada acompanhada pelo Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Projeto Siga-MS) alcançou 99,6% em Mato Grosso do Sul. O plantio nas Regiões Centro e Norte foi concluído, enquanto a Região Sul alcançou uma média de 99,5%. Até o momento, a área plantada é de aproximadamente 2,209 milhões de hectares, de acordo com a estimativa do Siga.
A porcentagem de área plantada na segunda safra 2023/2024 está três semanas atrás em comparação com a 2ª safra 2022/2023, considerando a mesma data, 03 de maio. Na safra anterior, a operação de plantio já estava concluída neste período. A estimativa é que a safra seja 5,82% menor em relação ao ciclo passado (2022/2023), atingindo a área de 2,218 milhões de hectares. A produção é estimada em 11,4 milhões de toneladas, uma queda de 19,23%, e a produtividade é prevista em 86,3 sacas por hectare, uma retração de 14,25%.
Condições das Lavouras de Milho em Mato Grosso do Sul
Em Mato Grosso do Sul, seca e calor tem sido a dinâmica dos últimos 15 dias. Os valores do índice de vegetação estão hoje em patamar similar a 2020, quando a produtividade ficou 4% abaixo da tendência e 2018 (com produtividade 15% abaixo da tendência). Assim, se caso o NDVI (índice que mede a saúde e a densidade da vegetação) apresente uma evolução ainda mais desfavorável do que em 2018, podemos ter uma quebra acima de 15% para o estado.
Assim como no Mato Grosso do Sul, as condições climáticas no Paraná foram desfavoráveis na última quinzena. A queda acentuada da umidade do solo no estado parece ter impactado a dinâmica do índice de vegetação, que também diminuiu nos últimos dias. No entanto, o índice de vegetação está em patamar similar ao de 2023, quando a produtividade foi muito boa. Para Felippe Reis, no entanto, essa análise deve ser feita com cuidado, já que o plantio das lavouras ocorreu em datas diferentes.
Segundo relatório do Projeto Siga-MS, a segunda safra de milho de 2024 já registra perda de potencial produtivo em decorrência do estresse hídrico. Em diversas regiões do Estado, incluindo sul, sudoeste, centro, oeste, nordeste, sul-fronteira e sudeste. Essa situação adversa impactou uma área total de 445 mil hectares.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS