quinta, 04 de junho, 2026
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Mesmo com desejo expresso e até registrado em cartório, quando o assunto é doação de órgãos, a vontade da família é soberana. Para ajudar no momento de perda e levar informação sobre a importância de doar, equipes com diferentes profissionais se unem na missão de proporcionar conforto.
Em Campo Grande, a Organização de Procura de Órgãos de Mato Grosso do Sul é quem orienta e acompanha os protocolos de morte encefálica. Quando a entidade é acionada por hospitais do Estado ou realiza busca ativa de possíveis doadores, acompanha o quadro clínico até a finalização dos protocolos que confirmem a morte encefálica.
São considerados possíveis doadores aqueles pacientes que tenham eventos neurológicos como AVC (Acidente Vascular Cerebral), ruptura de aneurisma, traumatismo craniano ou doenças neurológicas que possam causar dano cerebral grave e justifiquem abertura de protocolo por morte cerebral.
Confirmado o óbito, profissionais da Organização de Procura de Órgãos avaliam o melhor momento para abordar a família, um trabalho que envolve empatia e sensibilidade.
“Não trabalhamos para que haja a doação, trabalhamos o acolhimento para que a família tenha o mínimo de sofrimento e a doação acaba sendo consequência. Cada família e cada membro dela encara a morte de uma forma diferente, com uma abordagem humanizada, ajudamos essas pessoas a aceitar a perda do ente querido e entender os benefícios da doação de órgãos”, explica a médica Patrícia Berg Leal, coordenadora da Organização de Procura de Órgãos.
Segundo ela, a atual taxa de aceitação das famílias gira em torno de 40%, ou seja, a cada 10 mortes, quatro concordam com a doação de órgãos. No entanto, antes da pandemia os números eram bem melhores, com percentual que chegava até a 60%.
“Muitos têm medo de como o corpo vai voltar para o velório e sempre explicamos que tudo é devidamente reconstituído e é possível fazer o velório com caixão aberto. Outras famílias não sabiam se a doação era um desejo de quem partiu, por isso é importante conversar com os parentes e falar sobre esse desejo”, detalha Patrícia.
Por lei, a doação de órgãos só pode ser realizada no Brasil com autorização de familiares de até segundo grau.
“Ter consciência da doação é importante porque salva e melhora consideravelmente a qualidade de vida de uma pessoa. Imagine um paciente com problema renal, que precisa ser conectado a uma máquina para o resto vida. Se ele consegue o transplante, mesmo tomando remédios para sempre, consegue retomar a vida, trabalhar, viajar e fica mentalmente melhor. Além disso, o custo do remédio é muito inferior ao SUS do que o tratamento de diálise”, finaliza.
Doações em MS
Em Mato Grosso do Sul, 406 pessoas aguardam pelo transplante de córneas e 171 pacientes por rim. De acordo com a SES (Secretaria Estadual de Saúde), só em 2023, Mato Grosso do Sul já realizou 139 transplantes de córnea e 22 transplantes renais, também foi realizado um transplante de coração – que na ocasião, havia equipe e estabelecimento autorizados. A lista para transplantes é única e vale tanto para os pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) quanto para os da rede privada.
Na Santa Casa de Campo Grande, de janeiro a agosto de 2023 foram feitas 45 entrevistas com familiares. Destes, 22 aceitaram doar e 23 recusaram. As 22 doações resultaram em 47 órgãos captados, sendo 33 rins, 11 fígados e três corações.
Como funciona a lista de espera
A lista de espera por um órgão funciona por ordem cronológica de cadastro, ou seja, por ordem de chegada e conforme outros critérios como os de compatibilidade, gravidade do caso e o tipo sanguíneo do doador.
Esses fatores são levados em consideração para a definição de quem deve ser priorizado. Pacientes em estado crítico podem ser atendidos com prioridade, em razão de sua condição clínica.
As listas de espera para transplante são geridas pelas Centrais Estaduais de Transplantes. Os órgãos destinados à doação não utilizados no próprio estado são direcionados para a Central Nacional de Transplantes, que busca um receptor na lista única.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS