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Meses na estrada, cozinha e cama improvisadas na mata: o trabalho exaustivo de peões de comitiva

O segundo episódio do "Mochilão" do Profissão Repórter registrou os desafios do transporte de mais de mil cabeças de gado rumo a um dos maiores leilões da região.

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7 de maio de 2025

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Profissão Repórter

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Profissão Repórter de terça-feira (6) acompanhou o trabalho exaustivo de peões de comitivas no Pantanal, encarregadas de transportar mais de mil cabeças de gado por trajetos de difícil acesso.

Os peões enfrentam sol, chuva e poeira durante semanas ou meses na estrada. Dormem em redes e cozinham no meio do mato. Tudo de forma improvisada, até que todo o gado seja entregue e vendido nos leilões da região. Durante 10 dias, a equipe do programa acompanhou uma dessas comitivas.

Sem estradas adequadas e em áreas de difícil acesso, a reportagem precisou usar o único meio de transporte possível no trajeto: a mula.

Entre os peões, está Fábio Souza, um dos mais jovens da comitiva. Ele completou 18 anos durante a jornada e aproveitou o momento para fazer um pedido:

 

“Meu desejo é que a gente tenha muita saúde e a profissão do boi seja valorizada. A gente enfrenta sol, chuva, e ninguém vê. Só vê na hora que a carne está lá no açougue, na churrasqueira, na panela, mas ninguém vê a luta que a gente passa para levar”, afirmou.

 

Ao anoitecer, os peões montam o que chamam de pouso: lugares onde dormem. Redes armadas entre árvores viram camas.

 

“Melhor que hotel cinco estrelas”, brinca Fábio.

Ismael é o responsável pela cozinha. Todos utensílios e alimentos utilizados são levados pela estrada em bruacas, caixas carregadas pelas mulas.

No amanhecer, ele dá início à preparação do almoço com água de um riacho, em um improviso diário. Em pouco tempo, o espaço na beira da estrada, vai se transformando em cozinha. O cardápio: arroz, feijão e carne.

 

"Tem que comer para ir embora e nós continuarmos a jornada".

 

Depois da refeição, Ismael lava e empacota tudo novamente para seguir viagem.

Perto do fim da jornada, o grupo enfrenta chuva forte. Mesmo encharcados, seguem em frente. À noite, montam barracas e improvisam abrigo. Fábio protege o celular com um saco de arroz para não molhar.

 

"A estrada vai vencendo as pessoas pelo cansaço. Você vai chegando ao seu limite, seu máximo”, desabafa um peão.

A repórter Sara Pavani também acompanhou o desafio para a comitiva passar com os bois em um trecho alagado.

No último dia, às 6h, o rebanho volta à estrada. Depois de 85 dias, os bois — muitos já cansados e magros — chegam ao destino: o leilão.

Pantaleão Flores é ex-peão que virou dono de leilão. Ele arca com os custos da comitiva e lucra 6% sobre a venda.

 

“Meu pai criou dez filhos levando boi na estrada. Amo essa vida.”

 

A comitiva levou mais de mil bois de três donos. Mas nem todos chegaram: 168 ficaram pelo caminho.

 

“A gente tenta não perder nenhum, mas às vezes ficam em fazendas no trajeto. Na volta, a gente traz. Fica chato porque a gente sai para não deixar nenhum, mas acontece de ficar. Dei o meu melhor que eu podia ficar, mas ficou, realmente ficou para trás”, explica um peão.

 

Mais de 100 compradores participaram do leilão. Enquanto os lances aconteciam, os peões seguiam cuidando dos animais.

 

“Aqui a gente trabalha até o fim”, diz Fábio.

 

Em duas horas, todos os bois foram vendidos por R$ 2,5 milhões. O gado segue para novas fazendas, e os peões encerram mais uma longa jornada.

 

“É bom que aí a gente sabe que fez um serviço bem-feito. Conseguimos entregar, leiloar e embarcar. Foi bem vendido. Agora que fiz 18, espero um serviço com carteira assinada” , conclui Fábio.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS