quinta, 04 de junho, 2026
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A expansão da produção audiovisual no Brasil favoreceu a abertura de novas produtoras de conteúdo. As empresas do segmento cresceram 129% entre 2007 e 2014 e produziram 73,6% mais obras no mesmo período, revela um estudo da Fundação Dom Cabral em parceria com o Sebrae e a Apro (Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais).
A maior parte desse crescimento se concentra no conteúdo independente (por produtoras de menor porte). O total de horas produzidas por este segmento disparou 536% entre 2008 e 2014, puxado pela criação de séries, que subiu 318%. O mercado comum (canais de TV e grandes redes) teve um crescimento menos expressivo, de 196%.
O presidente da Apro, Paulo Roberto Schmidt, atribui esse aumento à Lei da TV Paga, que passou a obrigar os canais a cumprirem cotas de conteúdo nacional na grade de programação. “Foi incrível a quantidade de produtoras que surgiram após o surgimento dessa lei”, comenta.
A Lei da TV Paga (12.485) entrou em vigor em 2012 e estabeleceu, para a maior parte dos canais de TV por assinatura, o mínimo de 3 horas e meia de conteúdo produzido no Brasil, com metade desse material obrigatoriamente criado por empresas independentes.
Apesar do nascimento de mais produtoras, o número de estabelecimentos ligados ao mercado audiovisual encolheu quase 30% em sete anos, puxado pelo fechamento de 4.590 lojas de varejo e aluguel de DVDs e vídeo entre 2007 e 2014. Essa categoria, contudo, representa hoje quase 45% dos estabelecimentos no setor, diz o estudo.
Impactos na economia
Segundo a pesquisa, a participação do setor audiovisual na economia ganhou relevância. Os dados mostram que o valor adicionado à economia (valor gerado por uma atividade específica, descontados os custos de terceiros), que passou de 0,4%, em 2010, para 0,44%, em 2014.
O audiovisual brasileiro injetou R$ 24,5 bilhões na economia em 2014, contra US$ 8,7 bilhões em 2007, segundo um estudo da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Naquele ano, pela primeira vez, o segmento de TV fechada foi responsável por mais de metade do valor adicionado pelo audiovisual na economia.
Recursos públicos
Outro motivo para a abertura de produtoras no país foi o aumento de recursos públicos destinados à produção de conteúdo audiovisual, que alcançou R$ 1,3 bilhão entre 2009 e 2014 – um crescimento de 139%, segundo o estudo.
“O volume de financiamento público da produção independente está aumentando, tem orçamento pra produzir mais e mais espaço na grade. Isso ajuda a explicar uma dinâmica favorável ao setor”, comenta o professor convidado da Fundação Dom Cabral/FDC, Erick Krulikowski.
Espaço da publicidade
Com a nova lei, as produtoras nacionais passaram a se dedicar, além da publicidade, ao conteúdo de séries e filmes produzidos para a TV.
Schmidt, que além de presidente da Apro é dono da Academia de Filme, conta que a fatia de conteúdos criados para cinema e TV em sua produtora passou de 5% para 30% do total da produção nos últimos cinco anos, roubando a participação da publicidade. Para Schmidt, a abertura para novos conteúdos tem levado as empresas a se capacitarem cada vez mais para o conteúdo não publicitário.
A Bossa Nova Group, que nasceu em 2005 da fusão de outras duas produtoras, também passou a dedicar um percentual maior de sua produção a conteúdos televisivos. “Os projetos para TV e outras plataformas têm crescido mais que a publicidade”, conta Eduardo Tibiriçá, sócio da produtora.
Antes da lei da TV Paga, 15% do conteúdo produzido pela Bossa Nova era destinado à televisão, e os outros 85% à publicidade. “Hoje essa proporção mudou para cerca de 1/3 em projetos de televisão e 65% de conteúdo publicitário”, diz o empresário.
O investimento em publicidade no país tem crescido próximo à inflação, mostra o mapeamento. Passou de R$ 112 bilhões, em 2013, para R$ 121 bilhões, em 2014, um crescimento de 7,6%. A inflação medida pelo IPCA no período foi de 6,41%. Já em 2015, esse investimento foi de R$132 bilhões, 9% acima do ano anterior, porém, considerando a inflação do período, houve uma queda de 0,9% dos gastos com veículos publicitários.
Além da televisão, o nascimento das plataformas digitais e dos serviços de streaming, como Netflix, também ampliou as possibilidades de mercado das produtoras menores. “Como ainda não existe regulamentação no streaming as empresas estão esperando para apostar em mais cponteúdo nacional”, comenta Tibiriçá.
Streaming
Segundo Krulikowski, da Dom Cabral, o mercado de streaming ainda deve passar por muita alteração no Brasil. “Se ampliar a capacidade de banda larga móvel e fixa essa plataforma tende a crescer, mas a curto prazo as principais janelas vão continuar se mantendo na TV aberta e paga”, acredita.
Os serviços de streaming movimentam US$ 509,2 milhões em 2014, e até 2018 esse número deve crescer para US$ 1,84 bilhão, segundo informações do estudo.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS