quarta, 03 de junho, 2026
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O suposto ‘Mensalão da Enersul’ pode ter favorecido 35 pessoas. É o que aponta uma auditoria apresentada na tarde de terça-feira (17) pelo deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) durante uma reunião com a cúpula da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em Brasília (DF).
A auditoria encomendada pelos peemedebistas apontou um desvio de R$ 700 milhões dos cofres da concessionária estadual. O deputado pretende pedir a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
“Esta é a quinta vez que venho a Brasilia neste ano para conversar sobre os dados da Enersul. Já vim aqui discutir planilhas, apresentar números conversar sobre muitos elementos da péssima prestação de serviço e qualidade da Enersul”, declarou o deputado.
Trad explica que o estudo foi realizada pela PWC (PricewaterhouseCoopers), a pedido da Câmara de Valores Mobiliários. “Com base em ofício encaminhado por mim e pelo então deputado federal Fábio Trad (sem partido), a entidade decidiu contratar a auditoria”, explicou o parlamentar.
Além disso, a auditoria aponta a existência de “folha confidencial” para pagar mensalmente 35 pessoas físicas e jurídicas. O parlamentar informou ainda que os crimes inflijam 20 artigos da lei 6.404 de 1976, que dispõe sobre sociedade e ações.
Fora isso, o deputado recebeu denúncia da contratação de pessoas sem competência técnica, indicadas por políticos, para atuar na Enersul. Em resposta às denúncias, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, prometeu ao deputado “tomar as devidas medidas administrativas”. Além disso, com base nas informações, Marquinhos espera que o reajuste tarifário, previsto para entrar em vigor em 8 de abril, não alcance os estimados 45%.
Auditoria
De acordo com o deputado a apuração foi feita em contratos firmados nos anos de 2010, 2011 e 2012 pela Câmara de Valores Mobiliários porque o parlamentar e seu irmão Fábio Trad, ex-deputado, não conseguiam retorno da Aneel. ”A Aneel não fazia nada e nós recorremos à Comissão”.
Em relação à lista de 35 nomes que estão supostamente envolvidos com o caso, Marquinhos afirmou que ainda não recebeu a lista e não pode informar sobre os suspeitos. “Uma parte da auditoria está sob sigilo, eu não tive acesso a tudo”, ressaltou.
CPI
Na quarta-feira (18), Trad deve ser reunir com os demais deputados na Assembléia Legislativa para buscar apoio na instalação de uma CPI. Caso não consiga o apoio dos colegas, Trad pretende recorrer ao MPF (Ministério Público Federal).
“Eu descarto essa hipótese de não ter apoio, mas caso eu não tenha vou ao MPF”, declarou.
Ainda de acordo com o parlamentar a CPI também deve investigar o patrimônio da Energisa e também auditar os contratos da empresas. ”Também temos que saber se não há apadrinhados nessa administração da Energisa e se não há irregularidades nos contratos”, concluiu.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS