quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Geral

A+ A-

Menino atacado por tigre volta à escola e busca apoio para prótese

Vrajamany Rocha, de 11 anos, agora sofre com dor fantasma

Icone Calendário

8 de setembro de 2014

Continue Lendo...

O garoto Vrajamany Rocha, de 11 anos, voltou à escola nesta semana. A rotina de estudos foi retomada, mas agora a família busca uma nova etapa na recuperação: Vrajamany já foi inscrito para tratamentos com especialistas e psicólogos e um dos objetivos é a colocação de uma prótese estética que ajude em seu equilíbrio.

Vrajamany teve o braço direito amputado depois de ter sido atacado por um tigre no zoológico de Cascavel, no Paraná, em 30 de julho, quando fazia uma visita ao pai dele, Marcos do Carlo Rocha. Em 7 de agosto, ele retornou a São Paulo, onde mora com a mãe, na Zona Norte da cidade, e tenta retomar a rotina de antes do incidente.

Segundo a mãe dele, Mônica Fernandes Santos, de 37 anos, o garoto sofre com a chamada "dor fantasma", uma espécie de efeito colateral psicológico decorrente da amputação do braço direito, mas está recebendo apoio da família e de amigos de escola para superar o trauma.

Para compartilhar as experiências que está tendo com o processo de recuperação e de adaptação do filho, Mônica criou um blog. Com cerca de uma semana no ar, uma média de 500 internautas por dia entraram em contato com Mônica pelo blog.

"Deram a sugestão de criar o blog para pedir doações, mas não achei isso legal, não. Mas como muita gente vinha me perguntar como ele estava, sobre a recuperação dele, achei que seria uma maneira direta e informal para falar sobre isso", explicou Mônica.

A quantidade de acessos e, consequentemente, de contatos, no entanto, criou uma dificuldade a mais. "Em uma semana, foi um número absurdo de contatos, e estou sem tempo para responder aos e-mails das pessoas. Ainda mais agora, que estou tendo de me dedicar ao meu filho. Mas estamos recebendo sugestões, inclusive sobre essa 'dor fantasma'", contou.

Segundo ela, pouco depois da amputação, o filho não sofria tanto com essas dores, que pioraram muito depois que ele voltou para São Paulo. "As dores aumentaram tanto que se tornaram insuportáveis. Então, eu decidi agarrá-lo por trás e pedi que ele massageasse o meu braço nos pontos onde ele estava sentindo estas 'dores'. Isso ajudou a aliviar. Experiências deste tipo que eu quero compartilhar com quem nos procura", disse.

Mônica diz que o filho já foi inscrito e está passando por triagem na Rede de Reabilitação Lucy Montoro do Hospital das Clínicas e deve iniciar em breve uma série de tratamentos, como o psicológico, terapia ocupacional, além de testes para a confecção e implantação de uma prótese estética.

"Esta prótese é necessária para fazer o balanceamento do corpo, que ficou assimétrico após a amputação do braço", disse.

Aos poucos, Vrajamany está retomando a rotina. Nesta semana, por exemplo, ele voltou à escola onde estuda. "Foi bastante emocionante porque, mais cedo, antes de ele chegar, alunos de várias classes deixaram recados de boas-vindas para ele. Os colegas se ofereceram para ajudar e não ficaram fazendo perguntas nem o provocando sobre o que aconteceu", contou Mônica.

A vontade de ajudar Vrajamany é tanta que, inclusive, tem gerado disputas entre as colegas de classe, segundo a mãe. "Até achei graça quando soube que as meninas estão brigando entre elas para ver quem o ajuda nas lições." A direção da escola ofereceu um notebook para que Vrajamany faça as lições, enquanto ele não aprende a escrever com a mão esquerda.

Para Mônica, não é possível falar em "normalidade" diante do que ocorreu e das consequências, mas o filho tem encarado todas as dificuldades "olhando para frente". "Ele está se sentindo acolhido. Foi ele mesmo que falou naquela entrevista (para o "Fantástico") que não estava olhando para trás", concluiu Mônica.

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

Continue Lendo...

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

Geral

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

Continue Lendo...

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS