quinta, 04 de junho, 2026
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As polícias Civil e Militar concederam entrevista coletiva sobre a morte de Ana Paula Soares Marx, de 6 anos, encontrada morta no rio Preto, em Unaí, no Noroeste de Minas, na manhã deste domingo (16). O padrasto dela, que já era considerado suspeito pelo desaparecimento da criança, foi preso logo depois que o corpo foi encontrado com sinais de violência.
Segundo o delegado regional de Unaí, João Henrique Furtado, o laudo da necropsia apontou que a menina foi morta com brutalidade.
A delegada Líliam Rodrigues, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), acompanhou as investigações desde o dia que a menina desapareceu, na quinta-feira (13). Ela aponta que o padrasto passou a ser visto como suspeito pela forma como se comportou durante as buscas pela enteada dele.
“Desde o primeiro momento o investigado se mostrou muito frio com os acontecimentos e isso levantou suspeita dos investigadores. Até mesmo ao realizar as buscas, ele não ajudou nas buscas, tem imagens dele deitado em um pasto enquanto todo mundo procurava pela criança. Isso demonstrava uma conduta estranha por parte dele, que não mostrava nenhuma preocupação”, ressaltou a delegada.
Quando a criança ainda era procurada, o padrasto foi interrogado sobre onde estaria o corpo da menina, mas o homem respondeu que “não iria produzir prova contra si mesmo”, reforçando as suspeitas de um crime.
Trabalho de buscas
Familiares contaram à polícia que a menina não se sentia à vontade na presença do padrasto e já havia fugido uma vez, mas foi localizada horas depois pela PM. Diante dessas informações, a suspeita de abuso sexual foi levantada, mas os policiais esperavam encontrar a criança com vida para poder investigar a hipótese.
Quando as buscas pela criança foram encerradas na noite de sexta-feira (14), a PC acionou a Delegacia de Homicídios, que passou a apoiar nas investigações.
No sábado (15), o Corpo de Bombeiros de Uberaba foi acionado para dar apoio nos trabalhos de buscas pela criança, sendo levada uma cadela farejadora, que conseguiu detectar, no fim da tarde, sinais da criança às margens do rio Preto.
Na manhã desse domingo, os bombeiros iniciaram as buscas próximo ao local indicado pelo animal. Uma equipe realizava mergulhos enquanto outra fazia varredura ao longo do leito do rio.
A menina foi encontrada pela equipe que estava de barco, o corpo estava boiando a cerca de 300 metros do ponto onde a cadela deu sinal de vestígio da criança.
“Como havia essa suspeição do padrasto, ele esteve a todo momento monitorado por nossas equipes e, a partir do momento em que houve essa detecção dos inícios de violência, ele foi conduzido à delegacia”, explicou o Major Rodrigo Ramos, da Polícia Militar.
Histórico de crimes sexuais
O delegado regional João Henrique Furtado revelou ainda que o homem preso já havia sido condenado, em 2007, por estuprar e matar a própria mãe.
Além disso, durante momento em que teria sido beneficiado por saída temporária, há registro de um boletim de ocorrência na cidade natal dele, São Francisco, no Norte de Minas, onde ele teria forçado uma criança de 3 anos a fazer sexo oral nele.
Segundo o delegado, será feito contato com a Polícia Civil de São Francisco nesta segunda-feira (17), para mais informações sobre esse outro crime, cujo inquérito aparenta estar em andamento.
A delegada Líliam Rodrigues afirma que até o momento não há indícios que a mãe da vítima soubesse do histórico de crimes do homem, nem que soubesse dos possíveis abusos contra a filha. O casal estava junto há cerca de dois anos e já tinha um filho, de 1 ano e 8 meses.
“A genitora encontrava-se hospitalizada, para ganhar neném, no momento do crime. A família dela já esteve na delegacia, já está dando assistência a essa mãe. Ela está com dificuldade de expressar o que aconteceu. No primeiro momento acredita-se que ela não tinha conhecimento desses fatos”, disse.
A delegada destacou ainda que os conhecidos demonstravam medo do suspeito. Com a prisão dele, ela acredita que as testemunhas se sentirão mais à vontade para falar sobre o homem e isso pode auxiliar nas investigações.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS