quinta, 04 de junho, 2026
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A Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo investiga o caso de uma criança, de 4 anos, que teve o cabelo picotado em uma creche municipal. Conforme a mãe, que não será identificada para preservar a identidade da vítima, terça-feira (6) a menina voltou para casa com um penteado diferente, que escondia o corte.
Conforme relato da mãe devido ao autismo, a filha não aceita certos tipos de contato físico, sendo o toque na cabeça um deles. E que, no ano anterior, chegou a pedir para a escola, através de uma carta, que não encostassem no cabelo da filha.
"Na época, forçaram ela a lavar a cabeça e isso traumatizou ela por um tempo. Depois da carta, o pedido foi obedecido até agora. Na segunda, notei que ela estava no parquinho de cabelo solto e ela entende que para a escola precisa prender, ai ontem ela saiu com a trança", relatou a mãe ao G1MS.
Apesar de estranhar a mudança de penteado, já que tem o costume de mandar a filha com o cabelo preso para trás em rabo de cavalo, a mãe seguiu para casa. Já a noite, ao levar a criança para o banho a mãe contou que a filha disse que faltava um pedaço do cabelo.
"Ela me disse, 'mamãe tá faltando um pedaço do meu cabelo', falei que não estava, mas aí quando fui desmanchando a trança eu vi que o jeito que tinham amarrado o cabelo, até a ponta da trança já dava pra ver o corte. Parece que dividiram no meio, cortaram a parte de baixo e a parte de cima tá toda picotada. E eu não sei o motivo", contou.
A mãe procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência de lesão corporal. Na escola, as professoras não souberam dizer quem teria feito, já que as tesouras ficam muito acima do alcance das crianças e que a menina teve contato apenas com uma professora durante todo o dia.
"Na reunião de hoje a tarde, a professora nova que teve contato com a minha filha disse que só faz com o cabelo das crianças o que ela queria que fizessem com o da filha dela e falou ainda não saber sobre o corte", disse a mãe.
A responsável falou ainda que todos os laudos da filha estão na diretoria da escola, inclusive instruções passadas pelo médico de como tratar sua filha, mas que a professora nova não teria tido contato com o material.
Questionado sobre o avanço do caso, a secretaria municipal de educação do município informou em nota que não iria se pronunciar. Veja abaixo a nota na íntegra:
A Secretaria de Educação não irá realizar nenhum pronunciamento até o final das investigações. A situação, relatada pela mãe no inicio da manhã, será rigorosamente apurada para identificação de responsabilidades e autores. Colocamos, mais uma vez, à disposição das autoridades para elucidação do ocorrido e proteção de nossos estudantes.
CriseA mãe da vítima disse que após o acontecido a filha voltou a ter crise e impedir que ela encoste no cabelo.
"Ela não quer pentear o cabelo, não quer voltar para escola. Ela dizia que o cabelo dela era de princesa e agora não quer dormir, nem comer", finalizou a mãe.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS