quinta, 04 de junho, 2026
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A médica Letícia Franco, de 37 anos, recebeu uma ligação que mudou sua vida na noite de 31 de março. Do outro lado da linha estava o empresário Guilherme Viñe, de 29 anos, ex-namorado da médica, que pediu para revê-la.
Guilherme tinha descoberto que Letícia estava enfrentando uma doença rara autoimune, e que decidira morrer por meio de suicídio assistido (eutanásia), permitido na Suíça, para onde Letícia estava de mudança. O empresário afirma que viu uma publicação de Letícia no Facebook sobre a decisão e desabou.
Ele já havia tentado falar com ela outras vezes, desde que descobriu a decisão pela morte, mas sem conseguir contato, já que a médica andava sempre sonolenta por causa da medicação. Em março, finalmente, Guilherme conseguiu convencê-la deixar ele visita-la.
Após as visitas se tornarem frequentes, o casal, que não se via há 10 anos, acabou retomando o namoro, e no último mês de junho se casaram no civil.
A doença
Letícia descobriu ser portadora de uma rara doença degenerativa, conhecida como Síndrome Ásia que, segundo os médicos, não possui cura. A médica diz ter desenvolvido síndrome de lúpus e osteoporose, o que agravou seu estado de saúde com o passar dos anos.
Após descobrir que seu quadro não era reversível, Letícia tomou a decisão de mudar-se para Suíça e passar pelo procedimento clínico de suicídio assistido, permitido no país.
Na época, ela publicou em suas redes sociais sobre a decisão, que acabou sendo noticiada por jornais de Cuiabá/MT, onde mora. A médica vinha sofrendo de dores e seguidos infartos há 9 anos, sendo internada inúmeras vezes por causa da doença.
Embora Letícia diga que adquiriu a síndrome após o rompimento de uma bolsa de silicone, que colocou na década de 90, os médicos afirmam que a doença é nova e precisa ser estudada, sendo inconclusivo o fato de poder ser sequela pelo rompimento do silicone.
O casal
Letícia e Guilherme se conheceram durante uma consulta média, em 2007. Letícia, médica oftalmologista, tratou por seis meses de uma infecção na retina que Guilherme apresentava.
Encantado com a médica, Guilherme continuou comparecendo a consultas de rotina, até que ela aceitou seu convite para saírem. Os dois acabaram se envolvendo. Contudo, meses depois, Letícia foi embora para os Estados Unidos para cursar uma especialização médica e acabou deixando Guilherme.
Quando voltou para o Brasil, dois anos depois, Letícia se deparou com Guilherme casado. Ela, depois de um tempo, noivou com outra pessoa, mas não chegou a casar.
Agora em 2018, no retorno do contato, Letícia aceitou receber visitas de Guilherme, que passaram a ser diárias. Poucos dias depois, decidiram retomar o namoro. Guilherme, que estava com uma viagem marcada para Curitiba, desistiu de tudo e passou a morar com Letícia.
Em junho deste ano foi o casamento civil, agora o casal planeja o casamento religioso para o próximo ano.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS