quinta, 04 de junho, 2026
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Apesar dos apelos das autoridades públicas e sanitárias do Governo do Estado, Mato Grosso do Sul aparece nas últimas colocações em relação ao índice de isolamento social em todo o Brasil, estando na 25° posição entre os estados, com 31,3%. Só fica em situação melhor que Santa Catarina e Espírito Santo.
Os dados são referentes a quarta-feira (17), produzindo o mapa nacional e o ranking de todos os estados. Quem lidera o quesito é Sergipe com 43,70% de isolamento, seguido por Pará (43,45%), Ceará (43,43%), Acre (39,69%), Rondônia (38,22%), Amazonas (37,84%) e Maranhão (36,75%).
Nas últimas colocações do ranking nacional aparecem Mato Grosso (32,17%), Rio de Janeiro (32,06%), Mato Grosso do Sul (31,3%), Santa Catarina (30,45%) e Espírito Santo (30,35%). O Estado sempre apresentou um “efeito gangorra” no índice nacional, sendo que há um ano, quando começou a pandemia, o percentual estava em 42,38%, com variação entre 29% a 58,3% nos municípios.
Já no mês seguinte, em abril, a média ficou abaixo de 40%, tendo um aumento e chegando a 47,3% no dia 29 daquele mês. Nos meses seguintes houve redução do percentual e apenas no final de agosto, devido à queda acentuada das temperaturas, o Estado chegou a 40,4% de isolamento social.
No final do ano passado, no feriado de Natal, Mato Grosso do Sul chegou a 49%, ficando na 12° colocação no ranking nacional. Já no levantamento feito no último domingo (14), o Estado aparecia na última colocação com 42,4%.
O levantamento divulgado nesta quinta-feira (18) ainda mostra Campo Grande na última colocação no índice entre as capitais, com 31,17%. Belém (PA) lidera o ranking com 49,33%, seguido por Aracaju (47,73%) e Fortaleza (44,68%).
Cenário
Com baixo isolamento social, Mato Grosso do Sul já registrou 198.795 casos de Covid-19, com 3.740 mortes devido a doença, o que chega a uma taxa de letalidade de 1,9%. Nas últimas 24 horas foram mais 31 óbitos no Estado, com um acréscimo de 1.254 novos casos confirmados de pessoas infectadas pelo vírus.
Outra preocupação é em relação a ocupação de leitos, já que são 956 pessoas internadas, sendo 523 em leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e 433 em leitos clínicos nos hospitais de Mato Grosso do Sul.
A macrorregião de Campo Grande tem o índice de 107% na ocupação de leitos de UTI/SUS (Sistema Único de Saúde), Dourados 98%, Três Lagoas (93%) e Corumbá (100%). A Coordenadoria Estadual de Regulação Assistencial da Secretaria Estadual de Saúde (SES) constatou que não há mais vagas de UTI Covid disponíveis em 14 municípios que possuem unidades hospitalares, dos 77 municípios regulados pelo Estado.
“Nós precisamos que a população nos ajude cumprindo as medidas de biossegurança e evitem aglomerações. A doença avança mais rápido do que conseguimos ampliar mais leitos. Precisamos que os municípios também cumpram as medidas adotadas pelo decreto e sigam as recomendações do Prosseguir”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.
Está em vigor desde o último domingo (14) o novo toque de recolher definido pelo governador Reinaldo Azambuja, que segue até o dia 27 de março. Durante este período ele inicia às 20h e segue até às 5 da manhã. Neste horário só podem funcionar os serviços de saúde, transporte, alimentação por meio de delivery, farmácias e drogarias, funerárias, postos de gasolina e indústrias, assim como aqueles considerados essenciais.
Aos sábados e domingos, os serviços que não são classificados como de natureza essencial terão regime especial de funcionamento. Só poderão abrir e atender o público entre 5 e 16 horas. Os estabelecimentos devem funcionar no máximo com 50% de sua capacidade, seguindo ainda outras medidas de biossegurança, como distanciamento social, de um metro e meio entre as pessoas.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal