quinta, 04 de junho, 2026
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Com o aumento no número de casos do novo coronavírus e a disseminação da doença por todo país, algumas iniciativas têm sido desenvolvidas nos campi do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) como parte do combate à Covid-19.
Utilizando as impressoras 3D disponíveis nas unidades do Instituto, em Campo Grande e Dourados se iniciou a produção de protetores faciais (face shields), dispositivos que servem para resguardar o rosto e que complementam a proteção individual dos profissionais da área da Saúde.
No caso do coronavírus, eles visam garantir maior segurança para aqueles que tenham contato com pessoas infectadas, diminuindo a possibilidade de contágio.
Na Capital, a produção dos dispositivos tem sido feita com materiais da própria unidade, em parceria com a empresa do ramo, Imprima 3D. As primeiras unidades feitas foram entregues ao Corpo de Bombeiros, em Campo Grande. Até o momento já foram impressas cerca de 300 peças.
As atividades ocorrem na residência dos servidores responsáveis e na sede da empresa, uma vez que os campi do IFMS seguem sem atividades presenciais.
“Estamos sendo procurados por algumas instituições, que inclusive têm se disponibilizado para providenciar os insumos. As impressoras estão em funcionamento na produção de dois tipos de protetores faciais. A tendência, de agora em diante, é que a demanda seja maior e mais constante. Essa é a resposta mais rápida que podemos dar no momento”, explica o diretor-geral do Campus Campo Grande, Dejahyr Lopes Júnior. Um dos idealizadores da iniciativa, Matheus Neivock, professor de Mecânica da unidade e responsável pela impressão dos protetores, destaca o contato com as instituições demandantes e a possibilidade de que passem a ser produzidos outros itens para o tratamento da doença.
“As ‘face shields’ são a demanda mais urgente. Até que existam outras, seguiremos com foco nelas, mas estamos em contato com muitas pessoas e existe a sugestão de itens como válvula para respirador, que permitiria que um aparelho atendesse mais pacientes, e até peças para a fabricação dos respiradores. Se for necessário, faremos o desenho, desenvolvermos e iremos imprimir. Veremos o que será mais necessário”, aponta.
A expectativa é de que, além do Corpo de Bombeiros, os protetores impressos no campus possam atender ainda órgãos e entidades como Hospital do Câncer, Secretaria Municipal da Saúde (Sesau) e Conselho Regional de Enfermagem (Coren/MS), entre outros.
Dourados - O campus também tem atuado na prevenção à Covid-19. Assim como na Capital, a unidade está imprimindo protetores, utilizando equipamentos e materiais próprios. A inciativa atende a uma demanda do escritório técnico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para Mato Grosso do Sul.
“A impressão tem seguido as recomendações da OMS [Organização Mundial da Saúde]. Através dos testes e da validação, buscamos desenvolver um artefato que possa se adequar da melhor maneira à necessidade dos profissionais”, ressalta o professor de Informática do Campus Dourados, Evandro Falleiros, um dos responsáveis pela impressão, junto com outro docente da área, Rodrigo Devigo.
“São vários aspectos a serem observados como, por exemplo, a qualidade da peça, a efetividade e a área de proteção. Tudo isso é importante, devido ao grande período de tempo que os profissionais usarão os protetores”, complementa
Após a realização de testes, no momento está sendo feita a impressão dos primeiros protetores, que em breve serão distribuídos aos demandantes. Já existe a solicitação de 60 peças. Os pedidos de impressão são encaminhados pela Fiocruz ao IFMS, de acordo com a necessidade das instituições do Estado.
A ideia é que as impressões possam auxiliar profissionais do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MS), Hospital Regional de Dourados e demais hospitais da região, entre outros.
Para o diretor-geral do Campus Dourados, Carlos Vinícius Figueiredo, a iniciativa faz parte do compromisso que o Instituto tem junto à comunidade. “A ação materializa um dos nossos valores que é o compromisso social no enfrentamento do coronavírus, contribuindo para a proteção da população da Grande Dourados. É uma oportunidade para mostrar que estamos disponíveis para auxiliar com o conhecimento que temos”.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS