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Entrevista Especial

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Mansour defende união dos advogados e mais concursos públicos

Especialista em Direito Constitucional pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) e em Direito de Família pela Escola Paulista de Direito, o advogado Mansour Elias Karmouche é vice-presidente da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul) e esteve semana passada em Coxim visitando colegas, escritórios e a redação do Jornal Diário do Estado.

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5 de agosto de 2015

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Ana Flávia Dorsa

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Como atual vice-presidente da OAB, quais os trabalhos importantes que está realizando aos advogados do Mato Grosso do Sul?

O nosso trabalho é em prol da advocacia, do livre exercício profissional, da garantia das prerrogativas dos advogados e também da nossa participação na sociedade. Enquanto vice-presidente tenho junto com minha equipe buscado fazer um bom trabalho na garantia pleno exercício profissional a fim de que não haja nenhum tipo de empecilho ou barreira para trabalho, assegurando assim que nossa profissão seja respeitada em todos os âmbitos da administração pública, não só no judiciário, como na administração estadual, municipal e federal. Pontuando melhor algumas ações, destaco o trabalho que venho realizando com relação às questões que diz respeito ao judiciário, temos nos empenhado para melhoria da qualidade do atendimento aos advogados e serviços, solicitando mais concurso público para servidores e inclusive para juízes, do qual eu estou participando também, como membro substituto, do 31° Concurso da Magistratura. Hoje nós temos um déficit de 45 magistrados no Estado e sabemos desta necessidade tanto para os advogados, quanto para a sociedade. Sabemos que haverá dificuldades para aumentos de varas, para criação de outras novas, elevação de comarca, mas estamos nos empenhando para construir esse novo caminho junto com o poder judiciário. Esse é um dos papéis fundamentais hoje para nossa profissão ser valorizada, por que nossos clientes nos cobram muito quanto à celeridade processual, e nós não conseguimos corresponder satisfatoriamente. Na semana passada, por exemplo, estive em uma audiência pública com o conselheiro Fabiano Nogueira, ouvidor nacional do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), onde apresentei duas propostas para estudo a nível nacional da unificação das custas judiciais, tendo em vista a grande disparidade entre as custas de cada estado. O valor de causa de 100 mil reais no Distrito Federal se cobra em média R$436 reais e na Paraíba R$6.300, já no MS, pouco mais de R$2 mil. O nosso Estado está entre os dez com as custas mais caras do país.  Apresentei ao conselheiro uma proposta para que o CNJ faça um estudo sobre as custas judiciais, que embora sejam determinadas por leis estaduais, para haja uma parametrização das custas, e possivelmente se tornem equivalentes. O segundo pleito apresentado foi com relação aos procedimentos de cartórios, porque hoje, cada cartório tem seu próprio manual, seu próprio código. Nós queremos fazer que, do mesmo modo que foi realizado no TRF da 2° região, apliquemos em todos os cartórios do nosso Estado e também da justiça federal, para que haja um manual de procedimento tanto para atendimento de juiz e advogados, protocolos, liberação de alvarás, despachos, prazos.  Este tipo de trabalho vai criar uma série de facilidades para nossos profissionais. Temos muito para contribuir para nossa instituição e até o último minuto que estiver lá, tenho certeza que vou poder dar o máximo de mim para que nossa profissão melhore a cada dia. 
 

Qual sua opinião com relação temas tratados no congresso nacional com relação aos advogados?
As discussões atuais no Congresso causam certa perplexidade para nós advogados pelo nível ao qual estão sendo tratadas pelo deputado Eduardo Cunha, que está inclusive sendo investigado na operação “Lava Jato” por ter recebido R$5milhões de dólares da Petrobras. Por uma questão pessoal, Cunha propõe o fim do exame da Ordem e a taxa para a sua realização, o que consideramos um absurdo, inaceitável, degradante e ofende os princípios republicanos e inclusive coloca em risco a própria sociedade. A partir do momento em que nós temos pessoas que saem da faculdade sem passar pelo crivo da nossa instituição, para ver se estão habilitadas a advogar, isso colocamos em risco a sociedade. A Ordem tem esse papel de fiscalizar o exercício profissional, e a partir do momento que o profissional enfrenta e passa no Exame de Ordem, ele cria uma condição mínima para atuar. Entendemos que esse projeto é ad terrorem. Há também outro projeto proposto que se refere a controle externo, também de autoria do Eduardo Cunha que pretende controlar a instituição, pois a OAB é uma das poucas que tem legitimidade para compor ações civis públicas, ADINS, e medidas judiciais em favor de mazelas praticadas por vários setores do legislativo, do executivo, judiciário. A intenção de Cunha é colocar essa trava, esse controle externo para que a Ordem se torne refém da Administração Pública. Entretanto, nossa instituição vive somente da taxa de seus afiliados, advogados inscritos, não recebemos dinheiro público algum, verba nenhuma para que sejamos fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União, portanto é um projeto também inescrupuloso, visando colocar grilhões na OAB o que nós não vamos admitir.

 

A que se deve sua visita à Coxim?
Venho a Coxim, na cidade do “Pé de Cedro”, do saudoso e querido Zacarias Mourão, à convite dos nossos colegas, Dra. Ana Raquel Dorsa e  Dr. Sebastião, que são nossos amigos  e  para fazer uma prestação de contas para os advogados e já começar a discutir algumas questões, pois neste ano já se inicia o período eleitoral. Já começamos a discutir com os advogados quais são as propostas que eles querem, os pleitos, formar a verdadeira identidade da advocacia, que se encontra perdida e talvez num futuro lançar uma candidatura, mais isso não está consolidado, mas mesmo assim vamos discutir, prestar contas e agradecer a votação que eu tive na eleição suplementar. Coxim foi uma das cidades agraciadas por nossa visita na época. Estive apenas em cinco cidades devido tempo escasso disponível para aquela eleição repentina, mas aqui fui muito bem recebido, então vim fazer um agradecimento à Coxim, aos advogados valorosos que nós tanto admiramos.

 

Qual é o relacionamento que a OAB seccional MS tem com a subseção de Coxim. Vocês tem trabalhado unidos, conhecem as necessidades da Região?
Tanto com o conselheiro Jordelino Garcia quanto com o presidente Jucelino Oliveira da Rocha temos um excepcional relacionamento, aliás, Coxim foi agraciada com obras relacionadas à construção da sede própria da subseção, ademais houve a abertura da 3° Vara e assim procuramos dar uma atenção especial para a cidade em nome desses colegas. O Conselheiro e o Presidente da OAB de Coxim possuem amplo acesso a seccional, a  toda a diretoria, ao presidente Júlio. Todo têm se esforçado para atender o interior, e esse é um projeto nosso também de interiorização e assim vamos continuar esse trabalho e manter esse bom relacionamento com todos.

 

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

Geral

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS