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Manoel de Barros é o convite para discutir desastre ambiental do Rio Taquari

Documentário "Um rio desbocado" traz um retrato das transformações no bioma causadas pelo homem desde 1970

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1 de setembro de 2022

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Gabriela Couto/campograndenews

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O poema “Um rio desbocado”  de Manoel de Barros  dá o título e tom do documentário lançado na quarta-feira (31) no Youtube, por meio de uma parceria entre o Instituto Taquari Vivo e a Documenta Pantanal. Clique aqui para assistir

“Definitivo, cabal, nunca há de ser este rio Taquari. Cheio de furos pelos lados, torneiral, ele derrama e destramela à-toa. Só com uma tromba d'água se engravida. E empacha. Estoura. Arromba. Carrega barrancos. Cria bocas enormes. Vaza por elas. Cava e recava novos leitos. E destampa adoidado”, descreve o poeta. A família dele tem uma fazenda no norte de Mato Grosso do Sul, no Pantanal da Nhecolândia, às margens do rio Taquari.

É com o trecho do começo do poema que os mais de 40 minutos de filme começa e com o final das palavras de Manoel que se encerra. O telespectador consegue entender através de relatos de ribeirinhos, produtores, técnicos e cientistas o que causou o desastre ambiental do rio Taquari nas últimas décadas. 

De uma forma bem simples e lúdica, o diretor do Instituto Taquari Vivo, Renato Roscoe explica como o arrombado do Caronal aconteceu. Na terra mesmo ele mostra como o rio assoreado forçou suas margens e se alastrou pelos campos. 

Por meio do documentário gravado durante dois anos é possível entender o jeito que o rio migrou para dentro do Caronal, deixando 150 km de leito seco de um lado e 650 mil hectares de alagados do outro. Mostra como novos ambientes se formaram e permanecem em permanente mutação. Integra a ciência e o conhecimento pantaneiro, traduzindo em imagens o que aconteceu com o ambiente e as pessoas

Quem assiste consegue se transportar para as águas turvas e também cristalinas que formam o novo rio. A mensagem final é sobre a responsabilidade de cada um com as transformações do bioma. É possível também entender a sabedoria da natureza, com um Taquari que se reencaixa e encontra o seu novo caminho. 

Prosolo - Os trabalhos de conservação do solo na bacia do Rio Taquari estão em fase de expansão. O governo do Estado tem realizado ações do Prosolo (Plano Estadual de Manejo e Conservação do Solo e Água) no Alto Taquari para evitar mais carreamento de sedimentos ao leito do rio e o consequente agravamento do processo erosivo. No local estão sendo construídos terraços nas lavouras e pastagens. 

A Bacia do Taquari compreende os municípios de Pedro Gomes, Camapuã, Alcinópolis, Figueirão, São Gabriel do Oeste, Rio Verde, Coxim e Costa Rica, em Mato Grosso do Sul, além dos municípios de Alto Araguaia e Alto Taquari, no Mato Grosso.

São mais de 270 mil hectares em que 41% do total apresentam risco alto e 25% muito alto de apresentar processos erosivos. O trabalho na Bacia teve início por uma área de 5.375 hectares localizadas na micro bacia do Córrego da Pontinha, em Coxim.

O titular da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, explica como é importante o processo que está sendo realizado em parceria com o Instituto Taquari Vivo. “Essa ação é fundamental porque cessa o problema a partir da parte alta do rio, impedindo que sedimentos sejam carreados à planície. É a primeira e principal providência para dar uma solução definitiva ao problema de assoreamento do rio.” 

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS