quinta, 04 de junho, 2026
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Atendendo a um pedido da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), o Governo de Mato Grosso do Sul ampliou em R$ 5,297 milhões o convênio para a conclusão das 150 unidades habitacionais para abrigar as famílias da favela Cidade de Deus, em Campo Grande. O aditivo foi assinado nesta segunda-feira (26) pelo governador Reinaldo Azambuja e pelo prefeito Marquinhos Trad.

Ronny Leão diz que assinatura renova esperança de moradores de um futuro melhor (Foto: Edemir Rodrigues)
A decisão renovou a esperança dos moradores. “Isso pra gente é um ganho muito grande, para a comunidade também. É uma nova esperança. A esperança não morre, ela permanece. Então, a gente lutou muito com essas pessoas com vulnerabilidade mesmo e hoje, com essa assinatura, a gente vê um avanço, a melhoria de vida da comunidade, das famílias que estão embaixo de lonas e que vão ter suas moradias dignas. Estamos superfelizes, satisfeitos”, contou Ronny Leão, que representa as famílias da antiga favela.
Reinaldo Azambuja afirmou que o aditivo vai garantir dignidade às pessoas. “Essa parceria tem funcionado bem em Campo Grande. Essa sintonia de trabalho entre o Governo do Estado e a prefeitura tem dado inúmeros frutos. Isso mostra que quando a gente trabalha conjuntamente vai resolvendo problemas. Problemas que não foram oriundos nem deles e nem de nós, mas que precisam ser resolvidos para não deixar vocês nessa situação, sem a moradia e na expectativa. Nós começamos ali no Bom Retiro, vimos um modelo de construção pelos próprios moradores, mas agora, nessa parceria, nós vamos transferir R$ 5,297 milhões a mais, estamos fazendo um aporte a mais de recursos, para viabilizar essas moradias para cada um de vocês”, afirmou o governador.
A prefeitura solicitou uma participação maior do Governo no convênio porque a Amhasf sofreu queda na sua arrecadação e, além disso, o custo da construção civil sofreu aumento. Com o aditivo, o novo orçamento para a edificação de 150 casas será de R$ 9,2 milhões, sendo R$ 7,8 milhões do Governo do Estado e R$ 1,399 milhão da administração municipal.

Para garantir novas casas, Reinaldo Azambuja assinou acréscimo de R$ 5 milhões (foto: Edemir Rodrigues)
O prefeito Marquinhos Trad lembrou que as famílias realocadas para o Conjunto Bom Retiro tiveram uma melhoria da autoestima. “Conheci alguns que estão aqui, conheci outros que já estão com as chaves [da casa própria]. É impressionante como eram e como são. Entraram como verdadeiros farrapos humanos. Hoje, aqueles que já receberam as chaves tiveram uma melhoria considerável na sua autoestima. Recuperaram a confiança no poder público”, disse.
Já o secretário de Estado de Infraestrutura, Eduardo Riedel, destacou que as novas moradias são resultado de uma cooperação administrativa em benefício da população. “Essas 150 casas são fruto de uma parceria administrativa pelo desenvolvimento do Município e do Estado e vão proporcionar outra qualidade de vida, outra condição para essas famílias”, afirmou.
Com o aporte, o Governo do Estado, em parceria com prefeitura e governo federal, garante quase 5 mil casas em Campo Grande, sendo 3.905 já entregues e 1.081 em construção.
Também participaram da cerimônia a diretora-presidente da Agência de Habitação, Maria do Carmo Avesani Lopez; presidente da Amhasf (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários), Maria Helena Bughi; secretário Pedro Pedrossian Neto (Finanças e Planejamento); presidente da Funesp, Claudinho Serra, além de vereadores e representantes dos moradores.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS