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Mais concentrados, proibição de celular deve impactar até nota do Enem

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17 de fevereiro de 2025

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Midiamax

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Otimistas, professores acreditam que a proibição do uso de celulares dentro das escolas vai ensinar jovens a desenvolver relação mais saudável com o aparelhos, que nunca sai das mãos. Mais que isso, estão motivados em ver melhoras significativas no desempenho escolar e até mesmo no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Em todo o país, professores evidenciam os benefícios da lei, sancionada pelo presidente Lula em 15 de janeiro de 2025. Contrariados ou não com a decisão federal, que impede o uso de celulares dentro das escolas, estudantes foram convidados à socialização. São diversos os relatos de maior interação entre os estudantes e a redescoberta das brincadeiras e amizades para além das redes sociais.

Os benefícios são claros e quem trabalha diariamente com estudantes de Ensino Médio acredita em mudanças que vão além. O professor de Geografia, André Luiz Acosta, afirma que, além dos impactos de melhora na concentração e interação, a proibição faz com que o aluno utilize o celular de uma maneira saudável.

“O professor em si já não conseguia mais trazer esse aluno para poder dizer para ele, olha, o objetivo principal, principalmente alunos de terceiro ano que são pré-vestibulandos, de se preparar para o vestibular dando ênfase no estudo e o celular acabava tomando isso”, explica o professor.

Resultados vão chegar ao vestibular

Bastaram poucos dias de aula para professores se depararem com alunos mais concentrados e envolvidos com as atividades de sala de aula. Quando se trata de adolescentes que cursam o Ensino Médio, é nítida a mudança, já que celulares deixam eles mais dispersos e antissociais.

“O nível de concentração, as aulas estão rendendo mais, os alunos estão mais participativos. Isso vai produzir mudanças, não tenho dúvidas”, afirma o professor de Geografia, André Luiz Acosta. Ele se refere ao desempenho escolar, tanto nas notas no boletim, quanto em provas do Enem.

Para ele, o impacto do celular e a consequente dispersão dos alunos, pode ser visto nas provas de fim de ano. “No ano passado, o nível de concentração e o aproveitamento dos alunos e o interesse pelo vestibular tinha diminuído bastante”, disse André Luiz.

Mas a tecnologia não é vilã. Pelo contrário, é aliada dos alunos e da escolas, desde que seja usada com moderação.

“Eu entendo que há desafios, como a escola criar mecanismos para proporcionar aos alunos uma integração maior dentro do colégio, para que o colégio se torne um lugar mesmo de estudos, um lugar de socialização, um lugar que existem regras. E o celular estava ofuscando essa imagem da escola. Então, isso impactava na indisciplina, numa série de fatores”, afirma o professor.

Desafios da adaptação

Embora a medida tenha o objetivo de incentivar a concentração e o desenvolvimento social, especialistas alertam para os desafios dessa adaptação, especialmente no início. Psicopedagoga e mestre em neurociência, Gláucia Benini destaca que a restrição pode gerar um aumento na ansiedade entre crianças e adolescentes.

“Esse tempo imposto sem o celular pode trazer a sensação de separação de algo que, para eles, é quase uma extensão do próprio corpo. Isso pode levar à dificuldade de concentração e até à falta de foco nos estudos”, explica.

O uso intenso dos celulares também pode levar à chamada ‘síndrome da checagem’, em que o cérebro se condiciona a verificar constantemente o celular, mesmo sem notificações. Gláucia destaca que esse comportamento pode se transformar em um hábito difícil de romper, tornando-se uma verdadeira dependência digital.

No entanto, a especialista ressalta que, com o tempo, a retirada gradual do celular pode trazer benefícios. “Depois desse período de ‘desmame’, os estudantes tendem a desenvolver maior capacidade de concentração e foco, o que pode impactar positivamente no aprendizado e na interação social”, afirma.

Convívio familiar

Para a especialista, colocar as crianças na frente de um celular ou tablet para ‘ter um tempo para si’ não substitui o tempo de qualidade em família. Atividades simples como refeições juntos, passeios no parque, montar um quebra-cabeça ou jogar um jogo de baralho são essenciais para o desenvolvimento emocional e social.

“Essas práticas, que antes eram comuns nas famílias brasileiras, estão sendo deixadas de lado à medida que a tecnologia avança, mas é fundamental retomá-las para garantir uma convivência mais saudável e equilibrada”, conclui.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS