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Mães padecem por falta de vagas em creches de Coxim

Em Coxim esse direito básico não tem sido garantido pela Prefeitura.

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23 de abril de 2024

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Sheila Forato / EDIÇÃOMS

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Faltando poucos dias para o dia das mães, tudo que elas queriam é a garantia de um direito fundamental para os filhos: vagas em Centros de Educação Infantil, as populares creches.

Em Coxim esse direito básico não tem sido garantido pela Prefeitura. Algumas mães recorrem a vereadores, outras ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul e outras apenas se recolhem diante da situação.

Com o filho de um ano e onze meses, a cabeleireira Jaine Cristina da Silva Santos, de 25 anos, peregrina em busca de vagas para deixar o pequeno Lucas. Moradora da Vila Bela ela depende de uma bicicleta para se locomover e o ideal seria uma vaga nas creches Zuleide Pompeu, Senhor Divino ou Pequi.

“Faço atendimentos a domicílio e conto com a boa vontade da minha madrasta, que também trabalha, para ficar com o bebê. Amanhã mesmo tenho um cabelo marcado às 7 horas e se ela não puder ficar vou ter que desmarcar”, lamentou a mãe de três.

A lista de espera nas unidades mostra que o município parou no tempo. É necessário investimento para ampliar a infraestrutura dos Centros de Educação Infantil. Numa breve busca, fica claro que ao menos oito novas salas precisam ser construídas em creches que já estão em funcionamento, contemplando mães de todas as regiões.

De acordo com levantamento feito pelo Edição MS, a situação mais crítica é na região do Jardim dos Pequis, onde fica o Ildom Torquato Ribeiro. Por lá, a demanda reprimida é de pelo menos 50 crianças em fila de espera. Na cidade, a única creche que ainda tem vagas é a do Senhor Divino, mas, só para bebês de zero a 11 meses. Já na zona rural, os pais encontram vagas para alguns níveis no CEI Leonora Bezerra, no Vale do Taquari.

O problema é social, pois, enquanto faltam vagas as mães se excluem do mercado de trabalho. São dezenas de mulheres. A maioria depende das creches para conseguir trabalhar. Esse também é o caso da jovem moradora do bairro Senhor Divino, Marcela Cecília da Cruz Pereira, de 21 anos. Ela não consegue vaga para a filha de um ano e oito meses.

Igreja do Piracema teve de abrir as portas para receber alunos (Foto: Sheila Forato)

Educação Infantil na Idade Média

A situação em Coxim é preocupante. A falta de infraestrutura para atender a demanda da educação infantil nos remete a idade média, quando as escolas funcionavam dentro das igrejas.

No bairro Piracema é justamente isso que está acontecendo. A Igreja Santo Antônio teve de abrir suas portas para que o município improvisasse três salas de aula no local, inclusive uma para o primeiro ano do ensino fundamental.

O que diz a Prefeitura de Coxim

Nossa reportagem entrou em contato com a secretária Municipal de Educação, Michelle Proença, constando um posicionamento. Assim que ela responder será inserido na reportagem.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS