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Mãe implora por cesária, mas bebê morre durante espera

Família acusa Maternidade Cândido Mariano de negligência e descaso no atendimento a mãe; o bebê morreu após médicos tentarem induzir parto normal por horas

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31 de janeiro de 2022

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Rayani Santa Cruz - Top Mídia News

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"Praticamente mataram meu neto", diz Anderson Oliveira, de 38 anos, indignado porque o neto Isak morreu após a mãe implorar por uma cirurgia cesariana e aguardar por horas na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande. 

A filha de Anderson, a jovem Larissa Araujo dos Santos, 20 anos, esperou por quase 14 horas para realizar o parto do filho. Ela fez o pré-natal corretamente e estava com 40 semanas de gestação. 

A parturiente chegou a enviar mensagem para o pai: “Pai, por que não fazem essa cesariana logo?”.

O pai está chocado com a morte do neto e explicou sobre a ida da filha a Maternidade.

"A minha filha deu entrada na Maternidade na madrugada de domingo, às 1h30 da manhã. A bolsa já tinha estourado e, por negligência deles, o meu neto veio a óbito. Ele estava com a saúde abençoada, a gente não entende. Quando foi 11h30, ela pediu para o médico fazer a cesária e nada. Eles ficaram tentando induzir o parto normal. Foram fazer a cirurgia era 17h49 e meu neto nasceu morto. Estamos todos em choque", diz Anderson Oliveira, que cobra justiça e providência para que os culpados sejam punidos.

Oliveira diz que a tentativa de indução ao parto normal foi o que causou a morte do bebê. Ele reclama ainda que o médico que estava no plantão no período da manhã de domingo não quis conversar com a família. A médica do período da tarde teria dito a Anderson que também não havia entendido os motivos de não terem feito a cesária.

"A médica da tarde disse que não entendeu. Eles ficaram tentando induzir o parto normal, mas na verdade mataram o meu neto."

Burocracia

Anderson Oliveira foi na Delegacia de Polícia Civil do Centro, mas não quiseram registrar boletim de ocorrência. Ele diz que o delegado o orientou a procurar o Conselho Regional de Medicina, para fazer a reclamação, para que o CRM faça a investigação e, se houver necessidade, o registro de ocorrência.

Larissa continua internada na Maternidade após perder o filho.

O que diz a Maternidade

Questionamentos foram encaminhados a Maternidade que afirmou em nota assinada pelo diretor técnico Bruno Veit Neto, que "posteriormente será aberto sindicância para apurar os fatos ocorridos."

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...

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4 de junho de 2026

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.