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Mãe denuncia racismo velado em farmácia após vendedor desconfiar que adolescente estava furtando

Ela e o filho procuraram a delegacia após orientação do advogado

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11 de agosto de 2021

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Renata Portela e Danielle Errobidarte - MIDIAMAX

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Mulher de 36 anos e o filho, de 17 anos, foram vítimas de situação vexatória na manhã desta quarta-feira (11) em uma farmácia localizada na Avenida Rachel de Queiroz, no Aero Rancho. O atendente teria desconfiado que o adolescente estava furtando e exigiu ver o que o jovem levava em uma sacola, que era apenas um desodorante comprado em outro estabelecimento.

Ao Midiamax, a mulher afirmou ter certeza que o caso se tratou de um racismo velado. Sem dizer diretamente às vítimas palavras de injúria, o atendente da farmácia será denunciado por constrangimento ilegal, pelo que fez mãe e filho passarem. Segundo a vítima, ela e o filho foram até a farmácia na manhã desta quarta-feira.

Eles teriam ido até uma farmácia na avenida, onde compraram um desodorante. Depois, seguiram para a farmácia que fica ao lado, já que ela queria comprar um produto de outra marca que não encontrou no primeiro estabelecimento. Quando entraram na fila do caixa para pagarem, foram abordados pelo atendente.

Segundo a vítima, o homem estava de jaleco e foi até o adolescente, pedindo para ver o que tinha dentro da sacola que ele carregava. Quando pegou o desodorante, viu a etiqueta da farmácia vizinha, pediu desculpas e devolveu o produto. “Me desculpa não”, disse a mulher na hora, bastante nervosa.

A mãe logo entendeu o que tinha acontecido, mas o adolescente ficou bastante constrangido e nervoso com a situação, já que nunca tinha passado por acusação desse tipo. Envergonhado, o jovem puxava a mãe, que acabou desistindo de comprar o produto no local e foi embora. Ela contou que chegou a pensar em chamar a Polícia Militar, mas acabou saindo já que o filho ficou muito envergonhado.

Como se nada tivesse acontecido, o funcionário da farmácia virou as costas e voltou para o balcão, sem dar explicações. Quando chegou em casa, a mulher pediu ao vizinho o contato de um advogado, que sabia que era conhecido dele. O advogado orientou as vítimas a procurarem a delegacia e registrarem boletim de ocorrência.

“Sempre falei para o meu filho que, se acontecesse alguma coisa com ele, falasse. Se alguém falasse do cabelo dele, era para chegar em casa e conversar”, disse a mãe. Segundo ela, o filho já sofreu bullying no colégio por causa do cabelo. Indignado com o que passou na farmácia, o adolescente disse que não viu o atendente revistar bolsas de mulheres que estavam atrás deles, na fila.

“Com certeza foi racismo sim, mas foi preconceito velado”, disse a mulher. Sem dizer uma palavra ofensiva, a atitude do atendente acabou dizendo tudo. Mãe e filho também se emocionaram e choraram com o ocorrido, mas foram determinados até a 5ª Delegacia de Polícia Civil, pois querem que o funcionário da farmácia preste esclarecimentos.

“Muita gente fala que nos vitimizamos, que era para deixar pra lá, mas vou até o fim”, finalizou a mãe. O crime de constrangimento ilegal está previsto no artigo 146, do Código Penal, e pode resultar em pena de detenção de três meses a um ano, ou multa.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS