quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Enquanto o menino de 4 anos, que sofreu tortura em rituais de magia negra, permanece na fila de adoção, a mãe biológica procurou a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), para manter contato com a criança e voltar a ter a guarda da criança.
A assessoria de imprensa do órgão disse que a catadora procurou recentemente a entidade, para buscar informações. Ela foi recebida pelo presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA), Venâncio Josiel dos Santos.
"Este é um caso bem complexo que estamos acompanhando desde o início. Neste período recebemos a visita parentes e uma vizinha. Todas afirmam residir em Jardim e tudo teve início porque a mãe biológica veio até o abrigo e não conseguiu autorização na Justiça para visitar o menino. Ela informou toda a sua história, inclusive sobre o paradeiro do companheiro, que também é catador de lixo e usuário de drogas", disse o presidente.
De acordo com Santos, ela estava com certidão de nascimento do menino. "O documento aparentemente é verdadeiro, porém não temos perícia e ainda serão feitas análises. A mulher informou que tentou visitar o menino por três vezes, mas não conseguiu. Nós então protocolamos o documento e após isso encaminhamos ofício para a juíza que preside o processo", comentou.
Após a visita, foi realizado um relatório, com a Comissão dos Advogados Criminalistas (CAC) e a Comissão dos Direitos Humanos (CDH).
O documento foi encaminhado para o município de Jardim, a 217 km de Campo Grande, onde tramita na Justiça o processo da vítima. São ao todo 17 itens no qual eles relatam todas as informações repassadas pela mulher.
Neste período, a conselheira Cassandra Szuberski, visitou e acompanha o menino. “Os trâmites para adoção já estão sendo realizados. A intenção é que ele seja reintegrado com a irmã de 14 anos, pois precisa manter este vínculo. Ele foi transferido e agora estamos dando um intervalo, para que ele não relembre a história”, comentou.
No abrigo, o menino fica com a irmã e mais 36 crianças. Em entrevista recente, a coordenadora da unidade, Ana Paula Queiroz, disse que o garoto está se recuperando a cada dia e que já se sente em casa.
"É uma criança feliz, que come muito bem, brinca com outras crianças. Ele ganhou uns 20 bonecos de homem-aranha, ovo de páscoa, que chegaram de doações, e adora se vestir com roupas de super-herói. Esses dias foi fazer exame de sangue e saiu vestido com a fantasia", contou a coordenadora.
Ainda conforme Queiroz, o menino já morou no mesmo abrigo antes, com os 4 irmãos durante cerca de 1 ano. Na época, ele foi abandonado até dois tios e uma avó ficarem com as crianças. “A minha alegria é saber que, em algum momento, ele guardou essa casa como um lugar acolhedor e hoje está se sentindo protegido porque aqui ele foi cuidado, foi amado”, ressaltou a coordenadora.
Em maio de 2015, só o mais novo foi morar com o tio-avô e a mulher dele, que foram presos pelas torturas em fevereiro de 2016, quando o caso de maus-tratos foi descoberto pela própria equipe do abrigo. A casa de acolhimento onde o garoto está, em Campo Grande, atende crianças e adolescentes há 22 anos. Interessados em colaborar podem entrar em contato pelo telefone (67) 3383-4313.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS