quinta, 04 de junho, 2026
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A cannabis prejudica o cérebro em desenvolvimento dos adolescentes. Segundo uma nova pesquisa, ligação entre uso de maconha nessa faixa etária e transtornos psicóticos é mais forte do que já se sabia. A psicose não é uma sensação de intoxicação, mas uma doença mental na qual a realidade é distorcida por alucinações, delírios e perturbações mentais. As pessoas afetadas perdem o contato com a realidade, não são mais elas mesmas.
Diversos estudos já demonstraram que a maconha pode danificar o cérebro em desenvolvimento de um jovem. Entretanto, a ligação entre o uso de cannabis e transtornos psicóticos é aparentemente muito mais forte do que se supunha anteriormente, segundo um estudo feito no Canadá e publicado na revista Psychological Medicine.
Sem foco, entorpecido e superestimulado
Rainer Thomasius, diretor do Centro Alemão de Pesquisa sobre Dependência de Crianças e Adolescentes do Centro Médico Universitário de Hamburgo-Eppendorf, afirma que não são apenas as alucinações visuais ou acústicas que podem acometer os jovens. A capacidade de concentração e de aprendizado também é limitada, e a capacidade de sentir alegria ou tristeza é atenuada. Além disso, muitas vezes, há a sensação de estar completamente sobrecarregado por estímulos ambientais.
Embora um transtorno psicótico possa ser curado completamente em poucas semanas com a abstinência de drogas, há um risco maior ao longo da vida de voltar a enfrentar psicose se a substância for usada novamente. E, na pior das hipóteses, ter esquizofrenia, segundo Thomasius. As pessoas com esquizofrenia se sentem ameaçadas até mesmo por parentes próximos e, em casos extremos, pode levar até a ataques mortais.
Cérebros dos adolescentes estão especialmente em risco
Durante a puberdade, o cérebro é uma espécie de canteiro de obras e é facilmente desequilibrado por substâncias como o tetrahidrocanabinol (THC). De acordo com o estudo canadense, o THC chega ao cérebro por meio do sistema endocanabinoide do próprio corpo. Entre outros efeitos, ele influencia as conexões entre as fibras nervosas e o desenvolvimento da substância branca no cérebro.
Até um terço das conexões funcionais no lóbulo frontal pode ser perdidas devido ao consumo de cannabis durante a puberdade. O lóbulo frontal é responsável por funções como o pensamento, o raciocínio e a regulação das emoções. O valor do QI pode cair em até dez pontos, explica Thomasius. “Se um QI que já não é tão alto cai de 90 para 80, isso significa um distúrbio de aprendizado.” O risco de transtornos de ansiedade e depressão também é significativamente maior, de acordo com o psiquiatra.
No entanto, os jovens não estão realmente cientes de tais riscos, diz o médico. “Isso não foi adequadamente comunicado até agora.” As análises mostram que a percepção de risco dos danos à saúde causados pelo uso da maconha está diminuindo nos EUA e na Europa.
A legalização da maconha é tema de debates acalorados em muitos países. A cannabis foi legalizada para adultos na Alemanha em abril de 2024, o que na opinião de Thomasius envia um sinal errado aos jovens.
Teor de THC muito mais alto
A ligação entre o uso de cannabis e os transtornos psicóticos ter sido subestimada por muito tempo também se deve ao fato de que estudos anteriores usaram dados antigos de THC, quando a cannabis era menos potente do que é hoje.
A maconha de hoje dificilmente se compara aos baseados comparativamente inofensivos das décadas passadas. Embora a quantidade de maconha fumada praticamente não tenha mudado, o teor de THC aumentou significativamente ao longo dos anos.
No Canadá, por exemplo, o teor médio de THC da maconha ilegal aumentou de cerca de 1% em 1980 para 20% em 2018.
Atualmente, existem extratos de cannabis que podem atingir um teor de THC de mais de 95%, diz Thomasius. Esses produtos ainda não estão disponíveis na Alemanha, por exemplo, onde o teor na cannabis ilegal é de cerca de 15%.
Minoria vulnerável
A grande maioria dos jovens que usam cannabis não desenvolve um transtorno psicótico – isso também é um fato. Mas o uso de cannabis aumenta o risco de transtorno em 11 vezes. O estudo atual analisou dados de mais de 11 mil participantes que tinham de 12 a 24 anos de idade no início da pesquisa e não tinham tido um transtorno psicótico anteriormente.
É urgente a realização de mais estudos, pois a relação causal entre o consumo e a psicose é regularmente colocada em dúvida. Portanto, uma correlação também é possível. Além disso, é possível que adolescentes com sintomas psicóticos tenham maior probabilidade de usar cannabis.
Outros fatores potencialmente importantes, como genética ou trauma sofrido no passado, também não foram levados em conta no estudo. A genética tem uma influência muito forte na suscetibilidade à psicose, explica Thomasius, e o uso de cannabis com esse histórico familiar pode ser a gota d’água.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS