quinta, 04 de junho, 2026
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O local destinado aos resíduos sólidos, o lixo do município, está situado à margem esquerda da Rodovia BR 163, sentido Campo - Grande / Coxim, com área de 81.316.60m², aproximadamente 8,2 hectares, há cerca de 1,5 km do rio Coxim. Desde 1993 os moradores contribuem mensalmente com uma taxa de coleta do lixo.
Antes a forma dessa cobrança do lixo era junto com o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), mas atualmente essa taxa vem sendo cobrada junto com a conta de água. Essa mudança ocorreu devido ao convênio celebrado, no dia 16 de julho de 2001, entre a Prefeitura e a SANESUL (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul S.A), com o objetivo de atribuir a essa empresa a função de arrecadar em nome do município. O dinheiro então arrecadado é repassado para a Prefeitura.
A cobrança é baseada na produção de lixo gerada por cada morador de acordo com a região da cidade. Os valores pagos consideram também os custos para a Prefeitura realizar a coleta. Cada pessoa é capaz de produzir por dia 1,5 kg de lixo, se uma casa possuir quatro pessoas, em dois dias essa família terá 12 kg de lixo.
Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos o prazo para que os municípios dessem fim aos lixões foi prorrogado, porém Coxim ainda não apresentou uma solução para o fim do lixão. A população deseja essa melhoria que garante a saúde e a qualidade de vida dos moradores e principalmente dos trabalhadores que lidam diariamente com os resíduos. Sem contar que o fim do lixão também diminui o impacto ambiental, conservando assim nosso meio ambiente e seus recursos naturais.
A catadora de materiais recicláveis Amélia Santos da Silva 69 anos, moradora do bairro Nova Coxim, está na cidade há 34 anos e comercializa o material que recolhe no lixão, gerando por mês uma renda de R$300 a R$400 reais. Conforme a moradora, só é possível arrecadar esse valor trabalhando todos os dias do mês sem falhar. Com o dinheiro, ela que é uma das mantenedoras da casa, sustenta o neto e ainda ajuda o filho e o marido, mas está exposta aos perigos que o lixo oferece.
O trabalho é árduo, e a catadora tem que enfrentar dificuldades como sol quente, temporais, animais, contaminação, cheiro forte, insetos entre outros. O mais preocupante são os materiais infectantes como luvas cirúrgicas, seringas e remédios. Segundo Amélia em épocas de vacinação o cuidado é redobrado, pois a quantidade desse tipo de lixo é muito superior ao que normalmente é descartado.
Amélia explicou que os catadores separam o lixo em sacos grandes que pesam em torno de 50 kg. No mês de fevereiro, cerca de 300 sacos foram separados pelos catadores totalizando 15.000kg de materiais a serem reciclados.
Não é possível que em pleno século 21, pessoas ainda vivam catando lixo de maneira tão desumana e tão cruel. O poder público, o Ministério Público não pode fechar os olhos e fingir que estas pessoas não existem. A Prefeitura de Coxim informou através do engenheiro civil e diretor de planejamento urbano, Reinaldo Mello que até o momento não existe nenhuma ação envolvendo o lixão, mas que com a ajuda da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), Crea (Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia) e Cointa (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Taquari ) um projeto estará sendo desenvolvido para as cidades da região para que o lixão seja exterminado e que os municípios cumpram à lei. Segundo o engenheiro uma reunião na semana passada aconteceu na Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) para tratar do problema.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal