quinta, 04 de junho, 2026
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Em meio às negociações com o Congresso Nacional para aprovar projetos da área econômica, como o da reforma tributária, que foi aprovado na noite de quinta-feira, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), resolveu “abrir a torneira” dos cofres do governo federal.
Ele liberou, em apenas um dia, um lote de R$ 5,2 bilhões, cerca de 75% das chamadas “emendas Pix”, ou seja, transferência de recursos do governo federal direto para a conta de estados e prefeituras.
Até então, esses recursos, um dos preferidos dos congressistas, estavam zerados, mas, em meio à perspectiva de votações importantes na Câmara dos Deputados e posteriormente no Senado Federal, o governo federal decidiu acelerar a liberação como forma de fazer um agrado aos parlamentares das duas Casas de Lei.
Nesta leva de pagamentos, o maior partido beneficiado foi o PL, com R$ 679 milhões, que, apesar de fazer oposição ao governo Lula, tinha a maior bancada de deputados federais em 2022, enquanto em segundo lugar veio o PSD, com R$ 652 milhões, seguido de perto pelo PP, com R$ 635 milhões.
Depois, surgem o PT, com R$ 561 milhões; o MDB, com R$ 543 milhões; o União Brasil, com R$ 513 milhões; o Republicanos, com R$ 337 milhões; o PSDB, com R$ 234 milhões; e o Podemos, com R$ 186 milhões.
No caso dos parlamentares de Mato Grosso do Sul, o mais agraciado, com R$ 26,6 milhões, foi o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), seguindo de longe pelo deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), com R$ 11 milhões, pelo deputado federal Vander Loubet (PT-MS), com R$ 10,3 milhões, e, fechando a conta, o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP-MS), com R$ 8,9 milhões, totalizando para eles quase R$ 57 milhões.
Dos três deputados federais, apenas o Dr. Luiz Ovando não votou a favor da reforma tributária. Ele seguiu a orientação da ala bolsonarista, assim como os deputados federais sul-mato-grossenses Marcos Pollon (PL-MS) e Rodolfo Nogueira (PL-MS).
EntendaAs “emendas Pix” estão incluídas nas emendas individuais, às quais os deputados federais e senadores têm direito, entretanto, ao contrário das emendas tradicionais, elas não têm um carimbo do destino, como “custeio de unidades de saúde” ou “aquisição de equipamentos escolares”.
O dinheiro vai para a conta de prefeituras e governos estaduais, que decidem por conta própria o que farão. Esse tipo de recurso chegou a ser investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em razão da diminuição da transparência nos gastos.
No início da semana, o governo federal já havia liberado R$ 2,1 bilhões, e boa parte desses recursos veio de emendas de bancada. Esse tipo de recurso é decidido em conjunto pelos parlamentares de cada estado.
Como todos os deputados e senadores têm direito aos recursos, os valores obedecem ao tamanho das bancadas. Entretanto, é importante destacar que, como o Orçamento de 2023 foi aprovado em 2022, as emendas também foram apresentadas pelos deputados federais e senadores da legislatura passada, muitos deles que não se reelegeram.
No caso de MS, estão incluídos a ex-senadora Simone Tebet (MDB-MS), com R$ 24,8 milhões; o ex-deputado federal Fábio Trad (PSD-MS), com R$ 14,6 milhões; o ex-deputado federal Loester Trutis (PL-MS), com R$ 8,1 milhões; e a ex-deputada federal Rose Modesto (União-MS), com R$ 5,5 milhões.
Em consulta ao Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), o Correio do Estado levantou que já foi liberado, somente neste ano, um total de R$ 234.262.546,28 em emendas para Mato Grosso do Sul.
Apenas em emendas para a bancada federal foram R$ 91.674.316,11, enquanto em emendas parlamentares individuais para os deputados federais foram mais R$ 63.056.400,17, dos quais R$ 20.181.627,00 para Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), R$ 19.167.305,17 para Dr. Luiz Ovando (PP-MS), R$ 18.370.916 para Vander Loubet (PT-MS) e R$ 5.336.555,00 para Beto Pereira (PSDB-MS).
Já para os senadores sul-mato-grossenses, o governo federal liberou mais R$ 79.531.830,00, sendo R$ 44.077.630 para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), R$ 19.889.529 para a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e R$ 15.564.671 para a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal