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Justiça nega absolvição sumária a acusado de orquestrar execução na frente de uma criança de 8 anos

vítima foi morta com 8 tiros enquanto comia pastel com a neta

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14 de junho de 2021

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Renan Nucci

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esembargadores da 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negaram absolvição sumária a Mauro Augusto Senturião Dutra, acusado de ser o mandante da execução de Leonildo Matias de Oliveira, assassinado no dia 18 de agosto de 2019, enquanto comia pastel com a neta de 8 anos em um estabelecimento no município de Bandeirantes, a 68 quilômetros de Campo Grande.

A defesa recorreu solicitando a impronúncia, alegando ausência de provas, bem como também solicitou que caso o recurso fosse negado, que o mesmo pudesse recorrer em liberdade. No entanto, o desembargador José Eduardo Neder Meneghelli, relator do processo, informou que “a absolvição sumária só é cabível em caráter excepcional, quando a prova for indiscutível”.

“Havendo fortes indícios de que o acusado tenha concorrido para o crime, a questão deve ser submetida à apreciação perante o Tribunal do Júri, órgão competente para apreciar a matéria [...] em respeito ao princípio da soberania dos veredictos”, explicou em sua decisão. Neste sentido, Mauro segue preso e será levado a júri popular juntamente com os comparsas Flávio Rodrigues da Silva e Lucas Nunes Solta Eugênio, também presos.

O Crime

A execução foi motivada por vingança, no âmbito de uma disputa entre grupos rivais ligados ao crime organizado. Na data dos fatos, a vítima estava em uma lanchonete com a neta, quando os executores, Flávio e Lucas, chegaram ao local em uma moto Lander XTZ 250. Naquela oportunidade, Flávio, o passageiro, desembarcou do veículo e atirou várias vezes com pistola calibre nove milímetros contra Leonildo. O alvo ainda tentou se proteger, mas acabou morrendo. Ao todo foram dados 15 tiros, dos quais oito atingiram a vítima.

Eles fugiram às pressas do local e se encontraram com Mauro, que estava de caminhonete, e em seguida todos fugiram juntos. Informações são de que a moto usada no crime pertencia a Mauro. Consta ainda que Mauro teria articulado o crime como forma de se vingar de uma tentativa de homicídio ocorrida na frente de sua casa uma semana antes, cujo um dos autores era Leonildo. O alvo na ocasião era um conhecido de Mauro.

O mandante teria negado o crime, alegando que na data dos fatos estava no distrito de Camisão, em Aquidauana, visitando um amigo de infância. Disse ainda que a moto que a dupla usou no crime teria sido sua, mas que havia vendido o veículo antes dos fatos. Contudo, testemunhas foram diretas em apontá-lo como mandante da execução, bem como o trabalho realizado tanto pela Polícia Militar quanto pela Polícia Civil.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS