quinta, 04 de junho, 2026
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A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante do sargento da Aeronáutica Tamerson Ribeiro Lima de Souza, de 31 anos, ou seja, por tempo indeterminado. Ele confessou o assassinato da esposa, Natalin Nara Garcia de Freitas Maia, de 22 anos, na última sexta-feira (04), em Campo Grande.
A advogada de defesa, Talita Dourado, ainda tentou a liberdade provisória do militar, alegando que ele não estava em situação de flagrante quando foi levado para a delegacia, que confessou o crime e está colaborando com a investigação. Também discorreu que Tamerson tem ocupação lícita e reside em lugar certo, não possuindo antecedentes criminais.
No entanto, no entender da Justiça, o crime de ocultação de cadáver é de caráter permanente, “que inclusive tem a finalidade de dificultar ou ocultar provas de outro crime”. Afirmando que a prisão em flagrante ocorreu dentro da lei.
Em sua decisão, o juiz Albino Coimbra Neto também descreveu que o crime foi praticado com requintes de crueldade, “aliado a ser militar da aeronáutica, ou seja, devendo ter reputação ilibada e ser exemplo à sociedade”.
Dessa forma, decretou a prisão preventiva de Tamerson. Segundo a FAB (Força Aérea Brasileira), ele ficará sob custódia da organização militar.
O crime – Investigação aponta que Natalin foi assassinada na última sexta-feira (04), na residência do casal. A possível causa da morte seria asfixia por estrangulamento. Além de estar com uma fratura no braço e o pescoço quebrado, a vítima tinha ferimentos, principalmente nas pernas, parecidas com queimaduras de ponta de cigarro.
A versão de Tamerson não condiz com as marcas no corpo da vítima. Ele alega que foi agredido pela esposa, que chegou embriagada e sob efeito de álcool. Para se defender, tentou segurá-la aplicando um golpe mata-leão e então ela desmaiou. Ao tentar acordá-la, percebeu que estava morta.
Com medo de ser preso, Tamerson colocou o corpo no porta-malas do veículo e no outro dia levou a filha, de 4 anos, para a escola, com o corpo dentro do carro. Ele seguiu para a rodovia e o jogou à margem, em meio a um matagal.
Em seguida, Tamerson seguiu para a Base Aérea e chegou a se encontrar com uma acompanhante para “desabafar”, segundo ele. Não houve relacionamento sexual entre os dois e ele teria contado sobre seu relacionamento, sem mencionar que havia matado a esposa.
Prisão – Quando a polícia chegou na casa e o questionou sobre Natalin, o militar disse que a esposa havia ido embora. Também tentou despistar as amigas, respondendo as mensagens no celular se passando por Natalin. Tamerson chegou a dizer para a filha, antes do corpo ser localizado, que a mãe teria passado mal e morreu no hospital.
A FAB informou, em resposta ao Campo Grande News, que lamenta o ocorrido e colabora com a investigação da polícia. “O militar encontra-se sob custódia da organização militar, à disposição da justiça, conforme previsto em lei. A FAB lamenta o ocorrido e acompanha a apuração dos fatos envolvendo o integrante de seu efetivo, bem como colabora com as autoridades policiais. Atenciosamente”.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS