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Justiça decreta prisão preventiva de estudante que atropelou e matou atleta

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17 de fevereiro de 2025

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Liana Feitosa, Thatiana Melo - MIDIAMAX

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Estudante de medicina de 22 anos, condutor do veículo que atingiu e matou Danielle Correa de Oliveira, de 41 anos, na manhã deste último sábado (15), teve prisão preventiva decretada neste domingo (16).

Danielle treinava para uma maratona, com um grupo de corrida na manhã do sábado, quando foi atingida por um veículo Fiat Pulse de cor branca, que trafegava em zig-zag na rodovia.

Ele foi contido e estava visivelmente embriagado, mas se recusou a realizar o teste do bafômetro. O estudante utilizava uma pulseira de uma casa noturna localizada na Avenida Afonso Pena e, dentro do veículo, foram encontradas latas e garrafas de cerveja.

Na manhã de ontem domingo (16), dezenas de atletas de corrida, amigos e familiares de Danielle se reuniram para um ato em frente ao Fórum Heitor Medeiros, no Centro de Campo Grande.

Gritando “ser valente!”, afirmação sempre usada pela vítima, o ato reuniu ao menos 7 grupos de corrida e pediu justiça, buscando a manutenção da prisão do autor do acidente.

Protesto reuniu vários grupos de corrida. (Foto: Helder Carvalho, Midiamax)

A publicitária Gisele Dias praticava corrida com a vítima, e estava no grupo que treinava na manhã deste sábado.

“Ele (o motorista embriagado) falava que estava indo para a casa dele, falava que morava em Campo Grande, outra hora ele falava que morava perto da Santa Casa, outra hora falava que morava perto do shopping, e a gente estava indo a Rochedo, estávamos a 7 km de Campo Grande”, detalha a atleta. 

“Ele (o motorista) estava muito distante de onde ele pensava que ele estava indo, totalmente sem noção de qualquer coisa”, completa Gisele.

“As leis são brandas, foi um homicídio, ele estava embriagado, então a lei precisa ser revista”, defende a atleta. 

“Não deveriam ser só crimes hediondos que deveriam ser inafiançáveis. Isso foi um crime hediondo, gente, precisa ser revisto isso. Não dá para a pessoa deliberadamente se embriagar, pegar o carro, sair, atropelar uma pessoa, matar uma pessoa, depois voltar para casa e seguir a vida dele. O rapaz, ele estava extremamente embriagado”, desabafa.

Vítima se preparava para maratona

Ainda segundo a publicitária, o grupo havia apenas começado o treino da manhã, previsto para ter um total de 22km. “Era no começo, a gente estava no km 7, tinha dado uns 50 minutos de treino só. Estavam previstos 22 km, a gente ia até Rochedinho”, narra a colega.

“A Danny estava no ciclo da primeira maratona dela, ia para Porto Alegre e a gente também programou para o final de agosto ir para Assunção. Estávamos nesse ciclo, e esses percursos longos são planejados nos finais de semana pra gente poder chegar bem na prova”, detalha Gisele.

“Alguns ouviram comentários, tipo assim: ‘esses atletas de final de semana’, mas não. Não somos. A Danny não era uma atleta de final de semana. A Danny estava no ciclo, estava todo mundo treinando, em segurança, a gente estava certinho. A gente saiu às 5h da manhã pra não poder cruzar com ninguém, sabe?”, detalha Gisele sobre o planejamento do grupo. 

Motorista recebeu voz de prisão por atleta do grupo

Gisele conta que policiais fazem parte do grupo e, inclusive, sábado foi o aniversário de um policial. “Ontem a gente tinha programado uma grande festa, a gente ia fazer o bolo, ia comemorar. Infelizmente, nos foi impedido de terminar nosso plano. A Gabi, que é a polícia civil, deu voz de prisão ao motorista”, afirma Gisele. 

Danielle era divorciada e deixa duas filhas, uma de 19 anos e outra de 6 anos. Em 2016, perdeu uma filha, que tinha 4 anos e 9 meses, vítima de câncer. Geovanna foi diagnosticada com um tumor renal em 2015 e, durante nove meses, entre diagnóstico, cirurgia, quimioterapia e radioterapia, teve uma recidiva na pelve no final do tratamento e faleceu.

Após dois anos da morte de Geovanna, Danielle recebeu um convite para uma prova de corrida e, a partir daí, começou o amor pelo esporte. “Foi a partir daí que me inscrevi em quase todas as provas de corrida de 2018. Hoje, corro com muita alegria no coração porque eu sei que ela, de algum lugar desse universo, torce por mim!”, relembrou em uma postagem.

“Ela dizia que a corrida salvou a vida dela da depressão, tirou da depressão”, conta Gisele. “A Danny era uma pessoa que você se encantava com ela em 2 segundos. Você começava a conversar com ela e se encantava, tinha um sorriso farto, era contagiante, uma pessoa contagiante”, finaliza Gisele, muito emocionada.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS