quinta, 04 de junho, 2026
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O mês de junho iniciou e com ele a campanha de enfrentamento à violência contra as pessoas idosas – Junho Prata, instituída em Mato Grosso do Sul com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a relevância de combater todas as formas de violência cometida contra a população idosa. Além disso, o dia 15 de junho foi reconhecido Organização das Nações Unidas (OMS) como Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa.
Para a secretária-adjunta da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (Setescc), Viviane Luiza, o envelhecimento populacional exige ações rápidas e eficazes nas políticas públicas e neste contexto no enfrentamento à violência.
“Nosso papel enquanto Estado é estarmos atentos a essas transformações e desenvolver ações conjuntas com o objetivo de efetivar os direitos fundamentais da população idosa, entre esses envelhecer com dignidade, sem violência e sem discriminação. E neste primeiro ano como gestora desta pasta tão importante dentro do Governo do Estado, que é a cidadania, estamos fortalecendo as parcerias para que cada ação chegue lá na ponta”, explica.
De acordo com dados do em painel da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), nos primeiros cinco meses de 2023, o Disque 100, recebeu mais de 47 mil denúncias de violência cometida contra pessoas idosas, que apontam para cerca de 282 mil violações de direitos como violência física, psicológica, negligência e exploração financeira ou material. Cada denúncia pode ter mais de um tipo de violação de direitos.
Já quando falamos sobre as violações de direitos humanos o número é 87% maior em relação ao mesmo período de 2022. De janeiro a maio de 2022, mais de 150 mil violações foram anotadas, a partir de mais de 30 mil denúncias.
“Durante todo esse mês estamos unindo esforços para falar sobre atos que causam danos e sofrimentos para a pessoa idosa. Envolvendo os órgãos públicos, instituições, sociedade em geral e principalmente escutando aqueles que são mais importantes, as pessoas idosas. Precisamos de dados sobre a violência para de fato criarmos estratégias para o enfrentamento, mas também reforçar a importância da denúncia para acabarmos com esses dados alarmantes”, ressalta Zirleide Barbosa, subsecretária de políticas públicas para as pessoas idosas.
Dados da OMS, apuram que pelo menos 15,7% da população idosa no mundo está submetida a algum tipo de violência. Ou seja, 1 em cada 6 idosos sofre violência em todo o mundo. De acordo com a mesma pesquisa, são muitos os casos onde a mulher idosa é a mais atingida, sendo muitas dessas situações não relatadas ou denunciadas, principalmente pelo medo de retaliação.
“Neste mês de junho, vamos unir esforços visando à conscientização sobre a importância do respeito à integridade física e psíquica dos idosos. Todos os tipos de violência precisam ser denunciados e investigados, seja ela física, psicológica, sexual, abandono, negligência financeira e maus-tratos”, destaca o deputado Renato Câmara, membro da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, e autor da Lei que criou a campanha no Estado.
O calendário de ações previstas para o Junho Prata está disponível em https://www.setescc.ms.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/Calendario-Junho-Prata.pdf.
Para mais informações sobre a campanha entre em contato com a Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoas Idosas pelo telefone 67.3316.9184 ou pelo e-mail [email protected].
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS