quinta, 04 de junho, 2026
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"Desde criança eu queria ser advogada para defender o meu povo". Assim iniciou Luana Salvador Rodrigues, jovem Terena de 18 anos, ao ser questionada sobre suas motivações para cursar Direito. Recém formada no Ensino Médio, etapa concluída na Escola Estadual Indígena Cacique Timóteo - localizada na Aldeia Cachoeirinha, em Miranda -, Luana foi aprovada em primeiro lugar na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e, nas próximas semanas, se mudará para Campo Grande para realizar seu grande sonho: se tornar advogada e lutar pelos seus.
Estudiosa e determinada a conquistar uma vaga no curso de Direito, Luana relembrou os últimos três anos de esforços para que essa aprovação fosse possível, período em que conciliou os estudos na REE (Rede Estadual de Ensino) com uma rotina de pesquisas e revisão de conteúdos em casa.
“Desde que entrei no Ensino Médio [na EEI Cacique Timóteo], tive como meta me preparar para os vestibulares, o que não foi fácil no início, até porque o meu 1º ano [do Ensino Médio] foi na Pandemia, mas me organizei para conciliar os estudos da escola com os de casa”, disse a jovem que sempre estudou em escola pública.
Impossibilitada de realizar a inscrição no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) por não possuir todos os documentos pessoais necessários, Luana não se deixou abater e, perseverante que é, dedicou-se para o vestibular da UFMS, o primeiro que realizou e lhe rendeu a aprovação tão sonhada.
A boa notícia foi dada pela sua irmã mais velha, Anaís, e a conquista foi recebida com muita alegria pela sua família e membros da Aldeia Mãe Terra, onde Luana Rodrigues reside junto aos seus pais.
"Foi um choque! Todos ficaram paralisados e felizes ao mesmo tempo. A ficha demorou a cair... ainda não conheço a faculdade, mas já fiz a minha matrícula online e me organizo para morar com a minha tia. Recebi grandes palavras de apoio dos anciãos, família, amigos e líderes da minha comunidade, o que faz com que eu me sinta forte para seguir esse caminho", concluiu Luana Salvador Rodrigues, primeira indígena que nasceu e cresceu na aldeia Mãe Terra a ingressar no Ensino Público Superior.
A aprovação é reflexo da continuidade de um trabalho realizado nas unidades escolares da REE, que trabalham com a oferta da Educação Indígena. Destaque esse feito técnico pedagógico da Educação Escolar Indígena - Território etnoeducacional Povos do Pantanal, da Coordenadoria de Modalidades Específicas da SED (Secretaria de Estado de Educação), Elciney Paiz Flores.
"A Educação Escolar Indígena é uma ferramenta que nós, povos indígenas, estamos nos apropriando para garantir a efetivação de políticas públicas, a garantia dos direitos constitucionais e, assim, ocupar os espaços que nos é de direito, dando a devolutiva para as nossas comunidades em forma de benefícios, além de contribuir para o desenvolvimento das nossas aldeias, municípios, Estado e o País", explicou Elciney Paiz.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS