quinta, 04 de junho, 2026
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Muito comum entre pescadores para atrair diferentes espécies de peixes, o minhocuçu simplesmente desapareceu das casas de iscas. A comercialização, que até então acontecia livremente, foi proibida, com intensificação nas fiscalizações dos órgãos ambientais. Em março deste ano, homem foi multado em R$ 7 milhões depois da apreensão de cerca de 14 mil iscas trazidas de Goiás para Campo Grande.
O uso como isca virou polêmica no Estado, que tem o turismo forte de pesca, e está causando prejuízos a quem trabalha com o comércio de artigos para o setor.
“Sempre trabalhamos com a venda do minhocuçu, adquiríamos os animais de outros estados, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás, com notas fiscais, pagávamos impostos e de uma hora para outra proibiram a venda, o comércio e o transporte das minhocas”, reclama o empresário Wilson Humberto de Oliveira, que há 30 anos comercializa iscas e artigos para pesca em Campo Grande.
A restrição foi anunciada em fevereiro deste ano, e desde então o setor vêm amargando prejuízos, visto que a espécie era a mais procurada entre os pescadores. “A minhocuçu é a melhor isca que existe, eu vendia desde que abri a loja, há 30 anos, e essa proibição me quebrou. Desde o dia em que recebi o oficio, no dia 18 de fevereiro deste ano, parei de vender”, relata Wilson.
Para encontrar uma saída para imbróglio envolvendo a comercialização e o uso da minhocuçu com isca, a advogada e representante da Associação da Cadeia Produtiva da Pesca do Mato Grosso do Sul (ACPPMS), Étila Guedes, sugere a criação de uma legislação estadual e a realização de debates acerca do tema, para liberação do comércio.
“Precisamos de um caminho, abrir discussões a nível estadual entre governo e empresários, explicar o que pode ser feito em relação ao tema. A pesca em Mato Grosso do Sul é uma atividade que envolve 17 cidades, são mais de 8 mil pescadores profissionais cadastrados, além disso existe na cadeia produtiva 60 empresários no ramo da pesca”, explica.
A advogada lembra ainda que, além dos empresários, a proibição radical da comercialização das iscas implica em problemas para famílias e comunidade que vivem dessa atividade.
“Muitas famílias que vivem em beira de rio são prejudicadas também. Algumas tiram a renda atendendo turistas e vendendo as minhocuçus, a procura dela é muito grande porque ela serve para pegar todos os tipos de peixes”, diz Étila.
De acordo com a Semagro (Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), de fato não existe legislação estadual a respeito do tema e as fiscalizações são realizadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais). Também não há nenhuma diálogo aberto nesse sentido.
Mesmo assim, a Semagro emitiu uma manifestação técnica em janeiro deste ano reforçando as regras para transporte e venda das minhocas. De acordo como documento, a captura de minhocuçus se enquadra como atividade caracterizada como “manejo da fauna” e depende de autorização ambiental expedida pelo órgão ambiental competente. As atividades de estocagem, comercialização e transporte de tais animais da fauna silvestre somente poderão ser realizadas desde que acompanhadas de tal autorização.
Portanto, inexistindo autorização ambiental para manejo de fauna, toda e qualquer atividade de envolvendo minhocuçus (vender, expor à venda, transportar, guardar, ter em cativeiro ou utilizar) deverá ser fiscalizada e enquadrada nos termos da Lei Federal Nº 9.605/98.
A Polícia Militar Ambiental, responsável pelas fiscalizações e orientações sobre a proibição do uso e comercialização das minhocas em Mato Grosso do Sul informou que as autuações seguem a risca a lei de crimes ambientais nº 9.605/98.
Com relação a instância administrativa, o Decreto Federal nº 6.514, de 22 de julho de 2008, prevê uma multa de R$ 500,00 por animal (no caso em questão, por minhoca) e R$ 5 mil caso o animal esteja na lista de espécie em extinção. Também é a mesma penalidade da caça, do tráfico, de manutenção de animais em cativeiro.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal