quinta, 04 de junho, 2026
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Os investimentos do Governo do Estado na estruturação do Corpo de Bombeiros e a instituição do Plano Estadual de Manejo Integrado do Fogo (PEMIF), em abril, foram determinantes na redução dos incêndios florestais em Mato Grosso do Sul, nos primeiros oito meses do ano, e como consequência a diminuição significativa da área destruída pelo fogo.
De janeiro a 21 de agosto de 2020, ano de alta propagação dos focos de calor e intensa seca, a área queimada no Pantanal sul-mato-grossense somou 1.368.775 hectares. No mesmo período deste ano, segundo a Lasa (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro), o total queimado foi de 166.550 hectares.
“São números que expressam a efetividade das ações de redução de incêndios florestais previstas no plano, uma medida inovadora do governo ao estabelecer estratégicas de prevenção a eventos extremos como os que tivemos ao longo de 2020, especialmente na região do Pantanal”, comentou o coronel Hugo Djan Leite, comandante do Corpo de Bombeiros.

Viaturas de resgate (Foto:Chico Ribeiro)
Resposta imediata
Os comparativos entre a incidência de incêndios em 2020 e 2021, de 1º de janeiro a 21 de agosto, apontam uma redução de mais de 86% da área queimada. Para o governador Reinaldo Azambuja, a estatística demonstra um cenário altamente positivo e a eficácia do PEMIF, onde o Corpo de Bombeiros, atuando apenas com seu efetivo, tem dado resposta imediata aos desastres.
“Temos investido muito para equipar nossos bombeiros e atuado de forma integrada, envolvendo outros órgãos, como o Ibama, Imasul e PMA, e também a sociedade organizada”, disse. “O trabalho de treinamento e formação de brigadas e envolvimento das comunidades e propriedades rural foi extremamente importante para a prevenção, evitando que o fogo se propague”, destacou.
Além dos investimentos em aeronaves e viaturas, capacitação e equipamentos para combate direto, o Estado estabeleceu os decretos de situação de emergência ambiental por 180 dias e proibição de queima controlada. “Foram fundamentais para o trabalho preventivo e ações rápidas e intensivas dos bombeiros, antecipando-se aos desastres”, observou o coronel Hugo Djan.

Recursos federais
Com a edição dos decretos emergenciais também foi possível garantir recursos da Defesa Civil Nacional, no valor de R$ 8,6 milhões, cuja liberação imediata foi comunicada pelo ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, ao governador Reinaldo Azambuja. O dinheiro vai custear e manutenção das operações de combate aos incêndios florestais por mais 90 dias.
O repasse será usado na compra de combustível para viaturas, barcos, aeronaves e equipamentos utilizados no combate aos incêndios florestais. Serão 5 mil litros de gasolina comum, 54 mil de óleo diesel, 13,6 mil de gasolina para aviação e 37,8 mil litros de querosene para uso em helicópteros. Também será destinado a compra de 900 horas de voo para os Air Tractor, aviões de combate ao fogo.
“São recursos que vem a somar aos nossos esforços para reduzir danos ambientais como no ano passado. Estivemos com o ministro (Rogério Marinho) em Brasília, ponderamos a necessidade desse apoio e o governo federal priorizou as ações de combate aos incêndios em nossa região, o que só temos a agradecer ao presidente Jair Bolsonaro”, comentou o governador.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal