quinta, 04 de junho, 2026
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As chuvas contribuíram para cessar os grandes incêndios florestais no Pantanal – na terça-feira, apenas três focos de calor foram detectados na região de Corumbá, que concentra uma das maiores áreas do bioma -, contudo os investimentos do Governo do Estado na prevenção e combate aos desastres ambientais foram determinantes para o controle de uma situação alarmante e agravada pela seca prolongada.
“Nunca na história de Mato Grosso do Sul se investiu tanto na preservação e no combate aos incêndios florestais”, afirma o coronel Hugo Djan Leite, comandante-geral do Corpo de Bombeiros. “Contra números não há argumentos. Foram mais de R$ 56 milhões de investimentos na reestruturação da nossa corporação, investimentos esses que também reconhecem o valor do bombeiro na preservação de vidas”, acrescenta.
Enquanto avançavam os processos licitatórios para aquisição de novos equipamentos, entre os quais aeronaves especializadas de combate aos incêndios e viaturas, o Governo do Estado lançou ainda em maio, antecipando o período crítico do clima seco e baixa umidade do ar, um plano estratégico de prevenção aos desastres naturais. Foram levantadas as áreas de maior incidência e capacitados os funcionários das fazendas como brigadistas.
Maior eficiência no controle
“As dificuldades enfrentadas em 2020 foi um processo de aprendizado, onde o governo identificou alguns problemas, dentre os quais a ausência de contingente”, observa Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar.

Estado ganhou um nível de eficiência ainda maior, atuando principalmente na prevenção
Verruck anunciou que, até o fim do ano, MS erecebe uma aeronave do modelo Air Tractor
“De imediato - continua -, o governador Reinaldo Azambuja autorizou a incorporação de mais 150 homens no Corpo de Bombeiros e, num segundo momento, iniciamos a capacitação do pessoal e adequações na parte operacional com a aquisição de novos equipamentos”.
Com a reestruturação da corporação, segundo o secretário, o Estado ganhou um nível de eficiência ainda maior, atuando principalmente na prevenção.
“Contamos com vários parceiros, como a prefeitura de Corumbá, mas principalmente os produtores rurais, com ações de educação ambiental na questão do uso do fogo, e na responsabilização criminal”, aponta o titular da Semagro. “Esse conjunto de fatores, com certeza, favoreceram a redução e controle dos índices de incêndio.”
Operação Hefesto: em alerta
Verruck anunciou que, até o fim do ano, Mato Grosso do Sul estará recebendo uma aeronave do modelo Air Tractor, capacitado para lançamento de água nos focos de calor, que vai compor a estrutura do Corpo de Bombeiros a partir de 2022. A aquisição do avião faz parte do pacote de investimentos de R$ 56 milhões. Outros equipamentos, como viaturas, já foram licitados.
Em visita a Corumbá, na terça-feira (26), acompanhado do secretário-adjunto Ricardo Senna e do diretor-presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de MS), André Borges, o secretário visitou a Sala de Situação do Corpo de Bombeiros, onde são monitorados os focos de calor e deflagra a Operação Hefesto, em atividade desde maio. A sala funciona no 3º Grupamento da corporação.
A Hefesto não tem data para ser encerrada, mantendo a tropa em alerta. Apenas os aviões Air Tractor foram desmobilizados, momentaneamente. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Djan, informou que a operação já mobilizou mais de 700 homens, 12 aeronaves e 100 viaturas. “Reduzimos em 60% a área queimada e aumentamos em 87% o número de ocorrências”, disse.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS