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Inspeção encontra presos sem acesso à água e vivendo em condições desumanas

Em inspeção, a Defensoria Pública também descobriu que não há colchões e vestimentas suficientes.

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5 de dezembro de 2023

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CGNews

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Celas com superlotação, comida de baixa qualidade, infestação de insetos e precariedade no atendimento médico foram algumas das constatações durante inspeção realizada pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul em três presídios do Estado.

De acordo com o coordenador da Núcleo do Sistema Penitenciário (Nuspen), Cahuê Duarte e Urdiales, durante as visitas foram encontrados detentos sem colchão para dormir e sem roupa adequada, além de insuficiência de profissionais de saúde e medicamentos para atender os presidiários.

Durante a inspeção foi visitado o Presídio de Trânsito, o Presídio Feminino de Regime Fechado, ambos na Capital, e o presídio de Dois Irmãos do Buriti.

"Durante a inspeção a gente encontrou dentro desses locais total precariedade nas condições de encarceramento da população de Mato Grosso do Sul. Local, que é para ter dois [presos], tem quatro, oito, dez, e por ai vai", retrata Urdiales.

Em algumas prisões, a última refeição do dia é servida entre 16h30 e 17h, e a próxima apenas no dia seguinte, por volta das 7h. Com isso, os detentos passam até 15 horas sem fazer nenhuma refeição.

Delegacias da Capital - Também foram feitas inspeções em celas da Depac Centro, Cepol, 2°DP e Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam). De acordo com o coordenador do Núcleo Institucional Criminal (Nucrim), Daniel Calemes, as celas são escuras, sem circulação de ar e estão infestadas de insetos.

"As condições de aprisionamento nas delegacias são piores do que as condições nas unidades penais. Lá eles não podem receber visitas e não tem banho de sol. Alguns presos relataram para a gente que dormiam com papéis os ouvidos para para os insetos não entrarem. O odor também é muito forte porque não tem circulação de ar", detalha Calemes.

Outro ponto que chamou a atenção do defensor, é de que nas delegacias visitadas os detentos não tem acesso à água, porque fica do lado de fora das celas. "Ele só consegue ter acesso à água para tomar ou para dar descarga no vaso sanitário, quando um investigador de polícia é chamado, mas nem sempre ele está à disposição".

Próximos passos - De acordo com os dois coordenadores dos núcleos, serão elaborados relatórios com imagens, informações levantadas e com os relatos dos detentos ouvidos nos presídios. O relatório será encaminhado para a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciária (Agepen) e a Secretária de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

"Será para que adote providências com recomendações daquilo que foi identificado e a partir daí, com a resposta, nós vamos analisar as outras providências que vão ser tomadas. Acho que o mais importante [agora] é dar visibilidade a isso", finaliza o  coordenador da Nuspen, Cahuê Duarte e Urdiales.

Atendimento - O Núcleo do Sistema Penitenciário (Nuspen) realizou 23.765 atendimentos este ano e analisou 6.228 ingressos de pessoas no sistema carcerário. Desde número, foram constatadas 263 prisões irregulares. Os dados foram divulgados durante coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (4).

O Campo Grande entrou em contato com a Secretária de Justiça e Segurança Pública e espera resposta sobre os problemas encontrados pela Defensoria.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS