quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Geral

A+ A-

Indígenas invadem fazenda produtiva apoiados pelo STF

Icone Calendário

25 de outubro de 2023

Icone Autor

Conteúdo MS

Continue Lendo...

Indígenas recusam proposta e fazenda produtiva segue ocupada após queda do marco temporal no STF; Onda de invasões após decisões da Suprema Corte, tem deixado os produtores em alerta
Onda de novas invasões estão apenas começando. Os indígenas da etnia Kaingang, que invadiram a Fazenda Tamarana, no município de Tamarana no Norte do Paraná, seguem acampados, há um mês na propriedade rural, sob argumento de estarem amparos pela derrubada do marco temporal pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O impasse continua após o grupo não aceitar a proposta da Justiça Federal na segunda-feira (23). A insegurança jurídica e crescimento das ondas de invasões a propriedades privadas com apoio das novas decisões da Suprema Corte, estão deixando produtores rurais e setor agropecuário em alerta.

A fazenda, localizada ao lado de uma aldeia indígena, foi invadida no dia 28 de setembro sob a alegação de que parte das terras, cerca de 1 mil hectares, pertenceria ao povo originário. Os proprietários destacam que há documentação comprovando a legalidade da propriedade, que as terras estão na família há décadas e pediram na Justiça a reintegração de posse. Lembrando que a propriedade já foi alvo de disputadas anteriores, com parte da área sendo desapropriada a favor dos povos originários.

Taxação sobre emissão de gases dos bovinos começa em 2025

Um alerta do setor produtivo e autoridades políticas reforça que o campo está vigilante aos riscos de invasões em série. A decisão do STF abriu precedentes para que os índios invadam terras produtivas, afirmam deputados.

A proposta apresentada pela Justiça Federal, negada pelos Kaingangs, previa a desocupação da fazenda a partir desta terça-feira (24) com a possibilidade de permanência da tribo em um espaço menor de aproximadamente 150 hectares, que também já alvo de uma invasão em 2017 e segue ocupado. A proposta previa essa condição até a resolução na Justiça sobre a demarcação das terras.


Além disso, a proposta previa que os proprietários da fazenda pudessem fazer a colheita que está cultivada no local e estipulava o prazo até 31 de janeiro 2024 para a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) entregue o relatório final com a medição das terras e informações para uma suposta demarcação.

Os Kaingangs pediram, como contraproposta apresentada ao Ministério Público federal (MPF), para ficar no local até que o processo seja concluído pela Funai, ou seja, até o fim de janeiro. Essa condição deverá ser submetida à análise da Justiça e dos proprietários da área, porém, com a negativa da desocupação voluntária, não se descarta um processo de despejo com a utilização das forças policiais.
Os proprietários da fazenda afirmam à Gazeta do Povo que as terras estão com a família há cerca de 30 anos, mas a titularidade é de pelo menos 60 anos. Em 2017, quando houve o acordo na invasão passada, a informação era de que estado havia concedido a área aos produtos rurais em 1955.

“Na época, o Incra que participou do processo destacou que a nossa fazenda não havia invadido um único palmo do local que pertence à comunidade [um aldeamento com cerca de 5 mil hectares], Tudo isso vem sendo incentivado pela derrubada do marco temporal”, desabafa a família proprietária da área rural.

FPA faz alerta sobre Marco Temporal


No mês passado, o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR) fez um alerta sobre as invasões de terra e ocupação das áreas por acampamentos. “Não reconhecer o marco temporal é um atentado ao direito de propriedade e causará insegurança jurídica no campo”, postou nas redes sociais.
O parlamentar destacou que a bancada está em articulação com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, da Câmara dos Deputados, Arthur Lira e com líderes partidários para inclusão na sessão do Congresso Nacional. “Queremos saber se tem condições de haver uma alteração de pauta para receber esses vetos ou se serão só os que estão trancando a pauta”, disse Lupion. Ele explica que a bancada tem negociado para buscar entendimento em relação ao tema que passa a trancar a pauta a partir de 22 de novembro.

A bancada tem preocupação com o enfraquecimento ou relativização do direito de propriedade no Brasil, em especial para aqueles que são ocupantes de boa fé, com títulos de propriedade. O governo federal já informou que não possui caixa para indenizar os proprietários antes de proceder com a expropriação de terras, gerando total insegurança para a população rural brasileira.

Campo em alerta devido ao risco de novas invasões


Após o STF rejeitar a tese do marco temporal, foram registradas no Paraná, segundo maior produtor agrícola brasileiro com um Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de R$ 191,2 bilhões/ano, três tentativas de invasão de terras.

Uma dessas tentativas ocorreu em Guaíra, situada no oeste paranaense. De acordo com o prefeito Heraldo Trento (União Brasil), houve uma tentativa de ocupação, mas foi impedida graças à ação rápida dos agricultores e das forças de segurança.
Trento enfatiza que permanecem vigilantes devido ao risco de mais tentativas de invasão, expressando sua preocupação. Guaíra já possui diversas ocupações irregulares por comunidades indígenas e está entre os municípios reivindicados para demarcação de 24 mil hectares destinados à etnia Ava-Guarani. Atualmente, o processo de demarcação encontra-se estagnado no TRF-4 em Porto Alegre.

Contudo, autoridades locais esperam que, após a decisão recente do Supremo, o caso seja retomado. Se aceita, a reivindicação afetaria cerca de 15% da área de Guaíra.


Compre Rural com informações da FPA e Gazeta do Povo

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

Continue Lendo...

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

Geral

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

Continue Lendo...

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS