quinta, 04 de junho, 2026
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Retomada das aulas no Centro de Equoterapia faz diferença na rotina dos praticantes
O avanço da imunização está permitindo que o Centro de Equoterapia da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul volte a atender em sua capacidade máxima na Capital e também nos municípios de Aquidauana, Corumbá, Dourados, Nova Andradina e Sidrolândia através da APAE. Em média são realizados 464 atendimentos semanais em todo Estado.
Desde 2016, Camila Flores, 12 anos, é assistida pelo Centro de Equoterapia da PMMS. A mãe Lucilene conta que no começo da pandemia foi um período delicado para a família pela falta que a menina sentia das atividades.
“Foi complicado, ela teve crises de ansiedade, pois todas as atividades que ela pratica ficaram paradas, ela faz fono, terapia ocupacional, ballet, natação, equoterapia, e a escola também. Como consequência da ansiedade, acabou engordando 10 quilos e também passou algumas noites sem dormir”.

Camila com os pais, e os instrutores do Centro de Equoterapia
A indicação da equoterapia veio praticamente junto com o diagnóstico do espectro autista pela neuropediatra Maria Cristina Sanches, quando Camila tinha 9 anos.
“Não tenho palavras pra descrever, tamanha importância essa prática fez na vida da Camila. Ela simplesmente ama, aos poucos foi perdendo o medo dos cavalos e tornando-os uns dos seus melhores amigos. Sem dúvida faz muito bem em todos os sentidos pra ela, físico, emocional e cognitivo. Minha gratidão a todos os envolvidos nesse lindo projeto”.
Sobre a retomada, o coordenador estadual do projeto de Equoterapia da PMMS, o tenente Vanderlei Roberto Lorensetti, destaca que só foi possível com a imunização dos profissionais que atuam no Centro e também dos praticantes.
“A busca do Centro de Equoterapia é chegar a 100% da normalidade. Embora ainda tenhamos questões relacionadas à legislação vigente e à imunização completa, estamos buscando atender na nossa capacidade máxima. Só não chega a 100% porque algumas crianças ainda têm comorbidades que não permitem, mas a maioria já está voltando à normalidade”.
As principais medidas de segurança foram mantidas, como o uso da máscara, higienização das mãos com água e sabão, além do uso de álcool para higienização da sela do cavalo entre um aluno e outro. Mas nada que lembre a paramentação adotada em agosto de 2020 para a retomada gradativa das atividades que ficou suspensa nos cinco primeiros meses de pandemia.

Paramentação adotada pelos profissionais em agosto de 2020
A paramentação era bastante fechada, e se não fosse pela voz, quase não dava pra ver quem estava por trás do traje que contava com capa de plástico, óculos, visor, máscara e luvas. Embora alguns alunos tenham estranhado no início, logo se acostumaram e deram continuidade às aulas fundamentais no plano de tratamento.
A fundadora e presidente do Centro de Equoterapia, coronel Neidy Nunes Barbosa Centurião, destaca o zelo com os alunos. "É uma alegria poder voltar a atender gradualmente ainda em obediência aos protocolos de prevenção a COVID visto o cuidado que temos com nossos praticantes".
A equoterapia é um método terapêutico que utiliza cavalos mansos, dóceis e bem treinados, como estímulo para o desenvolvimento da mente e do corpo. Serve como complemento no tratamento de adultos e crianças com deficiências ou alguma necessidade especial.
Para participar da terapia oferecida gratuitamente pelo Centro de Equoterapia da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul é preciso ter indicação médica e estar inserido em quadros clínicos específicos como: doenças genéticas, neurológicas, ortopédicas, musculares, clínico metabólicas, sequelas de traumas e cirurgias. Normalmente o processo é realizado uma vez por semana, com duração total de 40 minutos, sendo 30 minutos de interação direta com o cavalo.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS