quinta, 04 de junho, 2026
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Equipes do Ibama e do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) entraram, na quarta-feira (16), no terceiro dia de trabalho para combater uma linha de fogo que chegou a 40 Km de extensão na comunidade de Barra de São Lourenço. A região está localizada em área isolada e preservada do Pantanal.
A informação foi repassada ao g1 MS nesta quarta-feira (16) pelo IHP e segundo o chefe da Brigada Alto Pantanal, Manoel Garcia, as condições locais têm dificultado a ação dos brigadistas.
"Nas condições em que os incêndios se apresentam é impossível do ser humano combater diretamente. A linha de fogo é muito grande, o vento faz o fogo mudar de direção toda hora. Por isso, a opção é proteger as vidas, fazer aceiros para a comunidade”, relata.
Ainda conforme o IHP, os incêndios no Pantanal vêm sendo registrados desde outubro do ano passado de forma ininterrupta. “Esse atual incêndio, inicialmente, teria sido causado por raio, entre sexta e sábado último. Essa origem da ignição ainda vai ser apurada”, explica a assessoria do IHP.
Segundo o chefe de Operações do PrevFogo, Charles Pereira, 25 brigadistas do Ibama e do Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estão em ação na região e buscam proteger, também, a sede do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, atingido pelas chamas.
“O fogo está indo em direção a sede do parque. As equipes estão usando equipamentos e ferramentas e estruturas como helicóptero e embarcação para minimizar a situação”.
No fim da tarde desta quarta-feira, a assessoria do Ibama informou ao g1 MS que dez integrantes da equipe precisaram retornar à Corumbá em decorrência da baixa visibilidade causada pela fumaça.
Preocupação com comunidades tradicionais
O Pantanal é marcado pela presença de comunidades tradicionais como ribeirinhos e indígenas. Na Barra de São Lourenço, localizada à margem esquerda do rio Paraguai, moram cerca de 100 famílias.
O acesso ao local ocorre somente de barco ou avião. As viagens de barco partem de Corumbá e podem demorar mais de 24 horas.
Conforme o IHP, o incêndio ameaça as famílias locais, principalmente, a casa de um dos mais antigos indígena Guató, Vicente. “Ele mora sozinho, na frente do rio São Lourenço
Desde segunda, há uma mobilização da Brigada Alto Pantanal, que é do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), brigadistas do Prevfogo/Ibama para atuar na proteção da casa do seu Vicente e fazendo linhas de proteção para a comunidade da Barra de São Lourenço”, relata o instituto.
Seca extrema
O Pantanal enfrenta a pior seca já registrada e o nível do rio Paraguai vem apresentando recorde histórico. Nesta terça-feira (15), a régua de medição localizada em Ladário registrou o pior nível em 124 anos, medindo -67 cm.
Segundo o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), o nível médio do rio Paraguai para esta época do ano é de 1,8 metro. Os índices registrados em outubro deste ano são os piores da história e revelam que o Pantanal vive a estiagem mais severa desde 1964.
A escassez de chuvas tem preocupado pesquisadores e o Serviço Geológico do Brasil (SGB) alerta, desde fevereiro deste ano, para as mínimas históricas no nível do rio Paraguai.
Entre outubro de 2023 e setembro de 2024, a estimativa de chuva do SGB era de 1097mm, mas o total estimado foi de 702 mm, representando déficit de 395 mm. O órgão reforça que a recuperação dos níveis da Bacia do Rio Paraguai será lenta e a estimativa é de que o nível fique abaixo de zero até a segunda quinzena de novembro.
Somente em 2024, mais de 2 milhões de hectares foram destruídos pelos incêndios no Pantanal. A área equivale ao estado do Sergipe.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS