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Implantação do acesso a Porto Esperança avança com o trevo na BR-262 e pontes de concreto

Distrito entrou em decadência e perdeu mais de 70% da população, que hoje vive do turismo (pesca) e dos programas sociais do governo.

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7 de março de 2022

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Subsecretaria de Comunicação

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As chuvas que caíram na região nos últimos meses impediram que as obras de implantação do acesso rodoviário ao distrito de Porto Esperança, em Corumbá, avançassem conforme o cronograma; contudo, novas frentes estão se iniciando com a construção de duas pontes de concreto e do trevo com a rodovia BR-262. Os serviços de abertura da estrada com aterro de até 3,5 metros e das redes de drenagem estão 25% executados.

A sonhada estrada foi projetada distante da margem do Rio Paraguai levando em consideração as grandes inundações que ocorrem na região, conhecida como Nabileque. O antigo acesso, aberto pelos próprios moradores, margeia o rio, sem infraestrutura, e torna-se intransitável na cheia e quando chove. O solo é característico do Pantanal: argila saturada (acúmulo de água), que se apresenta úmida mesmo nas condições atuais de seca extrema no bioma.

A obra, autorizada em agosto do ano passado pelo governador Reinaldo Azambuja, vai tirar a pequena comunidade do isolamento - decretado na década de 1990, com a desativação do Trem do Pantanal pela antiga ferrovia Noroeste do Brasil, que corta o Estado de Três Lagoas a Corumbá e se interliga à malha paulista. A estrada de revestimento primário (cascalhada com resíduos de minério de ferro) terá 11,2 quilômetros, ao custo de R$ 20,7 milhões.

 

Uma das pontes em construção no novo acesso rodoviário a Porto Esperança: infraestrutura chega ao histórico distrito

Obra emblemática

“Não consigo entender como uma comunidade de 100 anos não tinha acesso a serviços básicos”, afirma o governador, que, em sua visita ao Distrito, acompanhado do secretário Eduardo Riedel (Infraestrutura), colocou em operação a estação de tratamento de água e rede de distribuição para as 130 famílias que ali residem. “Sinto-me muito feliz por trazer essa estrada para se chegar à 262, que está tão perto, mas ao mesmo tempo distante”, completa.

Para o governador, a estrada representa o resgate de Porto Esperança, citando as dificuldades de acessibilidade do povoado nos tempos atuais. O distrito fica localizado na margem esquerda do Rio Paraguai e foi um dos principais entrepostos da ferrovia, pela qual se tinha aceso fácil a Corumbá, distante 80 km, ou a Miranda e Campo Grande. Hoje, o único caminho é o rio, até a ponte sobre a BR-262, onde o transporte para Corumbá é de ônibus ou carona.

“Quando alguém fica doente é um Deus nos acuda, pois nem todo morador tem condições de pagar o transporte pelo rio”, relata Natalina Mendes, presidente da associação de moradores. Uma viagem de ida e volta a Corumbá custa, em média, R$ 300,00, incluindo barco e ônibus. Com o fim do movimento do trem, o Distrito entrou em decadência e perdeu mais de 70% da população, que hoje vive do turismo (pesca) e dos programas sociais do governo.

O secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel, considera o investimento em infraestrutura primordial para proporcionar qualidade de vida e alavancar o desenvolvimento de uma comunidade até então sem perspectivas. “É uma mudança completa, um resgate da sociedade histórica em Mato Grosso do Sul. A população merece, eles estão isolados, por conta da falta de acesso. Será uma transformação na vida desses moradores", afirma.

Pontes e trevo

Mesmo com as dificuldades do terreno, com acesso precário e, muitas vezes, intransitável no período chuvoso, a obra de implantação da estrada segue avançando com os serviços de terraplenagem e redes de drenagem de águas pluviais. Da pista da BR-262 se avista a estrada cortando o horizonte em direção ao Distrito, que abriga um patrimônio arquitetônico: a Ponte Ferroviária Eurico Gaspar Dutra, construída de concreto e inaugurada na década de 1950.

O acesso a Porto Esperança terá uma interseção no cruzamento com a rodovia federal, a uma distância de 6,5 quilômetros da ponte sobre o Rio Paraguai (sentido Miranda-Corumbá), no Porto Morrinho. Dependendo ainda de liberação, por situar-se na faixa de domínio do gasoduto Bolívia-Brasil, o trevo terá sua obra iniciada nos próximos dias, informa o gerente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) de Miranda, Lucas Ferreira Godoy.

Também estão em fase de construção as pontes de concreto sobre o Córrego Mutum e a Vazante da Margarida, com extensão, respectivamente, de 59,2 metros e 83,8 metros, com os serviços de sondagem, locação e desmatamento das áreas e montagem do canteiro da empreiteira. “São estruturas de longa duração, que vão promover o desenvolvimento, a segurança e a agilidade para aquela região, seja na cheia ou na seca”, diz Eduardo Riedel.

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

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4 de junho de 2026

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

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4 de junho de 2026

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal