quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
O antigo prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na Avenida Afonso Pena, deve ser demolido para construção da nova sede. O projeto, ainda em fase de análise, é alternativa para dar destinação ao imóvel fechado há 10 anos e que ficou “no limbo”, após a desistência do governo do Estado de instalar no local o 1º Batalhão da Polícia Militar (BPM).
O superintendente do Incra em MS, Paulo Roberto da Silva, disse que os estudos de viabilidade para construção da nova sede estão na fase inicial. Por enquanto, o que se sabe é que a proposta é demolir a edificação atual, considerada condenada para qualquer reforma ou ampliação.
Segundo a reportagem apurou, o cronograma prevê que os estudos sejam finalizados este ano para que a obra comece a ser executada no segundo semestre de 2024. Em estimativa genérica, a nova sede custaria cerca de R$ 10 milhões.
O superintendente acrescentou que a elaboração do projeto também depende de entrave burocrático. A “chave” do antigo Incra está sob a responsabilidade da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS). Isso porque, em novembro de 2020, foi assinado contrato de cedência, por 20 anos, da antiga sede, sendo repassada pelo Incra à PM para abrigar o 1ºBPM. O contrato havia sido formalizado pelo então superintendente, Augusto Pinedo Zottos e a secretária Estadual de Administração, Ana Carolina Araújo Nardes.
Por alguns anos, um emblema da PM foi colocado na parede do prédio, indicado que ali seria instalada a sede do 1º BPM. Porém, em fevereiro de 2023, o Governo do Estado desistiu da empreitada. Em nota enviada ao Campo Grande News à época, a PM informou que o alto custo para reforma do imóvel foi o motivo para a desistência.
Silva diz que, por conta dos trâmites para a desistência do contrato, o imóvel ainda não voltou à responsabilidade do Incra. Depois que pegar a “chave” da antiga sede é que o órgão vai poder entrar e tratar da segurança do prédio.
Conforme informações do Incra, a PMMS formalizou a desistência do prédio, mas foi pedido que o Governo do Estado fizesse o consumo final das contas de água e luz e entregassem o imóvel limpo. Até agora, está pendente a entrega do fechamento da conta de energia, além da publicação em Diário Oficial da União do encerramento do contrato.
O imóvel está fechado desde 2013, após ter condições reprovadas pelo Corpo de Bombeiros. Depois de abrigar por cerca de 15 anos a sede do Incra, o prédio foi considerado sem acessibilidade e condições de trabalho, conforme o relatório do Ministério Público do Trabalho (MPT). Há três anos, o Incra foi realocado em prédios alugados e atualmente está funcionando na Rua Belizário Lima, na antiga sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Ainda hoje, a sede do Incra permanece fechada. Com os portões de ferro trancados com correntes, é possível observar da calçada o estado de degradação do prédio. Durante a noite, a calçada em frente ao local vira ponto de passagem para dependentes químicos.
A reportagem entrou em contato com todos os órgãos envolvidos na cedência do prédio para saber e qual etapa está o cancelamento do contrato e quando deverá voltar a ser de responsabilidade do Incra.
A assessoria da PM informou que não dispõe de informações sobre o trâmite, já que o processo de devolução envolve também a SAD e a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Por meio da assessoria do governo, a situação seria verificada via SAD, mas, até o fechamento da reportagem, não houve resposta. A Sejusp também foi questionada e não respondeu.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS