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Quem é leigo e olha o muro de pedras e a escadaria no Hotel Serra Verde não imagina que as estruturas abrigam registros arqueológicos de 400 milhões de anos.
17 de julho de 2023
MMN/PCS
Quem é leigo e olha o muro de pedras e a escadaria no Hotel Serra Verde não imagina que as estruturas abrigam registros arqueológicos de 400 milhões de anos.
Além dessa curiosidade, outras partes do hotel também foram reaproveitadas, como as vigas de madeira que decoram os corredores que eram de pontes antigas de estradas pantaneiras.
O estabelecimento, que fica às margens da BR-163, em Rio Verde de Mato Grosso, distante a 52 km de Coxim, foi construído há 24 anos, em 1999, e sempre esteve no mesmo endereço.
O hotel com arquitetura de estilo colonial e que levou um ano para ser finalizado conta com “curiosidades” desde o primeiro passo ao chegar no empreendimento, com os fósseis e icnofósseis gravados nas pedras da escadaria e do muro de pedras.
"Linhas" nas pedras apontam que algum organismo deixou marcas na superfície milhões de anos atrás.
De acordo com a pós-doutora em geociências e coordenadora do GeoPaLab (Laboratório de Geologia e Paleontologia) da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Professora Edna Maria Facincani, esses organismos já foram extintos eras atrás, sendo a maioria invertebrados, ou seja, não tinham coluna vertebral e nem ossos.
"A anta não passa e deixa as marcas? Esses animais também passaram e deixaram registros", explica a professora da UFMS sobre o que são os icnofósseis.
Ela também aponta que a paisagem em volta do Hotel Serra Verde conta histórias de milhões de anos quando se olha para os relevos do outro lado da BR-163.
“O relevo está sendo esculpido por essas rochas. O relevo é atual, mas as rochas são antigas. Existia uma quantidade de sedimento de 2 a 3 km para cima, mas isso foi erodindo com o tempo”, ela observa.
Fósseis foram uma surpresa
A primeira ideia dos proprietários era fazer um muro com grama, porém o plano foi alterado e, graças a essa decisão, fez com que o hotel tivesse fósseis e icnofósseis na estrutura sem querer.
"Na época uma mineradora estava tirando argila para as empresas de cerâmicas, em um local aqui na cidade chamado Morro da Lua. Os antigos proprietários tiveram a ideia de fazer esse muro e a escadaria de pedras. É uma pedra argilosa que foi tirada do subsolo e colocada aqui", relembra a gerente Stefani do Amaral Alves.
Contudo, a gerência do hotel não tinha ideia que as pedras tinham icnofósseis de milhões de anos até que um paleontólogo se hospedou no local e fez a descoberta.
Depois disso, pesquisadores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) também foram ao hotel conferir as pedras e, a partir disso, a “curiosidade” sobre os fósseis na pedra começou a ser compartilhada com os clientes.
"Eles [os clientes] assim como nós [que trabalham no hotel] ficam maravilhados. Atendemos aqui em sua maior parte turismo e turismo de negócios, temos um espaço muito Bonito e amplo", conta a gerente.
Outra curiosidade no espaço é o “Museu Raízes Pantaneiras”, inaugurado em novembro de 2021, para fomentar a parte turística e cultural do povo pantaneiro. O Hotel Serra Verde também conta com serviços como trilhas e passeios a cavalo.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS